Proposta começa a ser debatida já nesta semana. Sistema é usado em boa parte dos países democráticos, sendo o Brasil uma exceção.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A proibição de coligações nas eleições para deputado, uma dos tópicos da proposta de reforma política que a Câmara começará a discutir nesta semana, iria provocar mudanças na composição de praticamente todas as bancadas partidárias a partir de 2015. Mesmo que as chances de aprovação sejam mínimas, os partidos mais fortes seriam os beneficiados.
O PMDB e o PT teriam, cada um, 30 deputados a mais. Isso corresponderia a um crescimento de 38% e 35% no número de vagas peemedebistas e petistas. O PSDB também obteria vantagem, com sete cadeiras a mais e o PV, uma vaga. Todas as outras siglas perderiam, sendo que seis partidos “nanicos” deixariam de ter lugar no Congresso e do mercado do tempo de TV nas campanhas eleitorais. As coligações para as eleições de deputado e vereador não são permitidas em boa parte dos países democráticos, sendo o Brasil uma das exceções.
Devido a esse instrumento, partidos pequenos conseguiram mais cadeiras na Câmara ao pegar “carona” na votação dos partidos grandes com os quais fizeram coligação. As chamadas caronas são necessárias para os pequenos e médios partidos, pois eles possuem mais dificuldades para conseguir o quociente eleitoral – patamar mínimo para que uma legenda ou uma coligação consiga eleger representantes para a Câmara.
O quociente eleitoral é resultado da divisão de votos válidos pelo número de vagas em disputa para cada estado. No Ceará, por exemplo, o quociente foi de 193 mil votos no ano de 2010. Seis partidos tiveram mais votos do que essa quantia. Três não conseguir chegar lá (PDT, PP e PTB), mas elegeram deputados mesmo assim, já que o patamar mínimo foi atingido através da coligação da qual faziam parte.
Informações de Yahoo.com.br
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