CPI vai apurar possível irregularidade envolvendo pagamento recebido por secretária do governo municipal
A Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação envolvendo a remuneração da secretária municipal da Fazenda, Michele Vargas Antonello. A decisão foi tomada após semanas de debates sobre um projeto encaminhado pelo Executivo que trata das regras de remuneração de servidores cedidos por outros municípios.
A discussão ganhou força após questionamentos sobre a forma como estaria ocorrendo o pagamento da secretária, que é servidora concursada da Prefeitura de Santa Maria e atua na administração hamburguense desde fevereiro de 2025. Informações divulgadas em denúncias públicas apontam para a possibilidade de recebimento simultâneo de valores dos dois municípios, situação que também passou a ser analisada pelo Ministério Público.
CPI foi aprovada após debate sobre projeto enviado pelo Executivo
O tema chegou ao Legislativo após o envio do Projeto de Lei Complementar (PLC) 5/2026 pelo prefeito Gustavo Finck. A proposta altera regras relacionadas à cedência de servidores públicos e à remuneração desses profissionais quando exercem funções no município. O texto gerou críticas de vereadores da base e da oposição, que questionam os impactos da mudança e a possibilidade de validação de atos praticados anteriormente.
Durante as discussões na Câmara, parlamentares defenderam a necessidade de uma investigação mais aprofundada para esclarecer se houve irregularidades administrativas e se os pagamentos seguiram a legislação vigente. O requerimento para abertura da CPI recebeu o apoio necessário para avançar e agora a comissão deverá definir sua composição e o cronograma dos trabalhos.
A expectativa é de que a CPI reúna documentos, ouça testemunhas e analise informações relacionadas ao caso. Ao final das investigações, um relatório será elaborado com as conclusões da comissão e poderá indicar encaminhamentos aos órgãos competentes, caso sejam identificadas irregularidades.
Votaram a favor
Luciana Martins (PT), Daia Hanich (MDB), Deza Guerreiro (PP), Enio Brizola (PT), Cristiano Coller (PP), Felipe Kuhn Braun (PSDB), Eliton Ávila (Podemos) e Joelson de Araújo (Republicanos)
Votaram contra
Giovani Caju Pereira (PP), Ricardo Ica Ritter (MDB), Ito Luciano (Podemos), Ico Heming (Podemos), Nor Boeno (MDB) e Juliano Souto (PL).
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