Especialista destaca, durante a Sulserve em Novo Hamburgo, que a gestão dos riscos psicossociais contribui para a segurança, a produtividade e a qualidade dos serviços na gastronomia
A importância da saúde mental no ambiente de trabalho foi um dos temas debatidos durante a 6ª Sulserve – Feira de Panificação, Food Service e Hotelaria, realizada na Fenac, em Novo Hamburgo. O assunto integrou a programação de palestras promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI) e pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel RS), na Arena Dinâmica Distribuidora.
Uma das palestrantes foi a sócia-fundadora da ConSeg Gestão Integrada em Saúde, Segurança e Meio Ambiente e vice-presidente de Serviços da ACI, Fabiana Bissolotti. Durante sua apresentação, ela explicou como a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01) influencia diretamente a gestão dos riscos ambientais e o funcionamento dos negócios do ramo gastronômico.
Segundo Fabiana, a adequação à legislação vai além do cumprimento de exigências legais. Para ela, investir em um ambiente de trabalho mais saudável e acolhedor contribui para aumentar a satisfação das equipes e melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos clientes.
Desde 26 de maio, com a atualização da NR-01, o gerenciamento de riscos ocupacionais passou a incluir também fatores psicossociais relacionados ao trabalho, além dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.
Esses fatores envolvem situações como excesso de metas, jornadas prolongadas, falta de apoio, assédio moral, conflitos entre colegas, deficiência na liderança e pouca autonomia nas atividades. De acordo com a especialista, essas condições podem desencadear problemas como estresse, ansiedade, depressão e outras questões ligadas à saúde mental dos trabalhadores.
Especialista explica como a saúde mental influencia a segurança e a produtividade no setor gastronômico
Fabiana destacou que colaboradores sob pressão ou desgaste emocional tendem a apresentar mais fadiga e menor nível de atenção, aumentando a possibilidade de erros, acidentes, afastamentos e até prejuízos financeiros para as empresas. Além disso, o impacto pode refletir na qualidade do atendimento e na satisfação dos clientes.
Para reduzir esses riscos, a palestrante defendeu que as organizações avaliem a necessidade de apoio técnico especializado e envolvam diferentes setores na implementação de ações preventivas. Entre as medidas sugeridas estão o fortalecimento da cultura organizacional, a promoção de uma comunicação respeitosa, o incentivo à colaboração entre equipes e o reconhecimento do trabalho dos profissionais.
“A saúde mental deixou de ser apenas uma questão humana e passou a fazer parte da estratégia para garantir segurança, produtividade, qualidade e sustentabilidade dos negócios na gastronomia”, concluiu.
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