
Os dados do estudo apresentam crescimento de 7% na inserção da mulher no mercado de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2008, configurando a maior taxa desde 1994
A Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Porto Alegre (PED/RMPA) que trata da inserção da mulher no mercado de trabalho no ano de 2008, divulgada na última quarta-feira, dia 04, apontou crescimento feminino no mercado de trabalho. Os dados foram durante evento realizado na Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social para assinalar o Dia Internacional da Mulher. A PED é resultado de um convênio entre a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Seade, de São Paulo.
Os dados apontam que a inserção da mulher no mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre apresentou um crescimento de 7% em 2008, configurando a maior taxa desde 1994. Já o nível de ocupação entre elas ficou em 9,1%, percentual bem acima do nível de ocupação masculina que foi de 5,3%. Este fato contribuiu de maneira importante para o recuo da taxa de desemprego tanto feminina quanto masculina, uma vez que a força de trabalho de ambos apresentou expansão.
O contingente de mulheres ocupadas cresceu na maioria dos setores com exceção dos serviços domésticos. O crescimento ocupacional feminino foi mais expressivo no setor de serviços com 47 mil ocupações, seguido do comércio, com 14 mil, e da indústria com 7 mil. Na ocupação masculina o aumento foi generalizado, com destaque para o setor de serviços com 35 mil ocupações. Este crescimento generalizado foi mais intenso principalmente no setor privado com carteira assinada.
Entre as mulheres, houve um aumento de 43 mil assalariadas formalizadas (36 mil no setor privado com carteira assinada e 7 mil no setor público), volume este superior ao observado entre os homens que foi de 25 mil (21 mil no setor privado com carteira assinada e 4 mil no setor público).
O rendimento médio real por hora das mulheres ocupadas apresentou crescimento de 4% em relação ao ano de 2007 e passou a corresponder a R$ 5,71. Já para os homens o crescimento foi de 2% atingindo um valor de R$ 6,69. Com esses movimentos, o diferencial de rendimentos por gênero perdeu força: o valor dos rendimentos femininos chegou a 85,4% do atribuído aos homens. Em 2007 essa proporção havia sido de 83,7%.
Segundo a supervisora da PED pela parte da FGTAS, Irene Galeazzi, a inserção laboral feminina tem se intensificado nas últimas décadas por conta da necessidade de ampliar a renda familiar, seja ela em função da deterioração dos rendimentos do trabalho ou criada por novos anseios de consumo. No biênio 2007/2008, a presença dos filhos influenciou positivamente na inserção ocupacional das mulheres já que suas taxas de participação no mercado de trabalho são mais elevadas nos casais com filhos (58,1%) do que nos casais sem filhos (50,8%). “Isto indica a importância do rendimento feminino como forma de enfrentar os gastos com a manutenção dos filhos”, diz a supervisora.
Fonte: FGTAS
