Com avanço de casos de influenza e SRAG, saúde de Campo Bom intensifica vacinação e orientações à população
A área da saúde de Campo Bom segue em alerta diante do aumento de casos de doenças respiratórias no Rio Grande do Sul. No dia 30 de abril, o Estado decretou situação de emergência em saúde pública por 120 dias, após um crescimento significativo nas internações por influenza e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Entre março e abril, o número de internações por influenza aumentou mais de 500%, enquanto os casos de SRAG tiveram crescimento superior a 100% em todo o Estado.
No município, de janeiro a abril deste ano, foram confirmados 15 casos de SRAG. Apesar de o número parecer baixo, ele representa um aumento importante em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados apenas três casos. A maioria das ocorrências atuais está relacionada ao vírus da influenza.
Vacinação contra influenza é principal forma de prevenção em Campo Bom
Diante desse cenário, a vacinação segue como a principal forma de proteção. Em Campo Bom, a vacina contra a influenza está disponível em todas as unidades de saúde para os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças de seis meses a menores de seis anos e pessoas com comorbidades. Até o momento, mais de cinco mil doses já foram aplicadas.
A Secretaria Municipal de Saúde aguarda a liberação, por parte dos órgãos estadual e federal, para ampliar a vacinação ao público em geral.
Além disso, a vacina contra a COVID-19 também está disponível nas unidades de saúde para pessoas acima de 12 anos que fazem parte dos grupos prioritários. Já a imunização de crianças de seis meses a menores de cinco anos ocorre no Centro Materno Infantil.
A secretária municipal de Saúde, Luana Schnorr, destaca a importância de manter a vacinação em dia. Segundo ela, procurar a unidade de saúde mais próxima é fundamental para garantir proteção individual e coletiva.
Além das vacinas, outras medidas continuam sendo essenciais para conter a circulação dos vírus. O uso de máscaras, especialmente em locais fechados ou com grande movimentação, segue recomendado. Também é importante adotar cuidados como cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos com frequência e manter os ambientes bem ventilados.
A limpeza regular de superfícies e objetos compartilhados também contribui para reduzir o risco de transmissão, principalmente em locais com maior circulação de pessoas.
A orientação das autoridades de saúde é clara: a prevenção depende da colaboração de todos, e atitudes simples no dia a dia ajudam a proteger não só a si mesmo, mas toda a comunidade.
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