Para Iriny Lopes, o pastor teria infringido o Código de Ética ao afirmar que comissão era dominada por “Satanás” antes de sua entrada.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A deputada federal e ex-ministra de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes (PT-ES), protocolou na Mesa Diretora da Câmara o pedido de abertura de processo disciplinar contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Casa.
A ação foi motivada por uma declaração do pastor de que, antes dele, a comissão era dominada por ‘Satanás’. Caso a investigação tenha continuidade, a punição pode ser até a da perda do mandato.
“É inaceitável que um deputado faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que atuam com dedicação e firmeza para a promoção e valorização dos direitos humanos”, disse Iriny, que foi presidente do colegiado em 2006.
Para a deputada, Feliciano infringiu o Código de Ética e Decoro Parlamentar em dois incisos: o que zela pelo prestígio, aprimoramento e valorização das instituições democráticas e representativas e o que fala visa respeitar colegas e autoridades.
Pelo trâmite normal, o pedido deve ser encaminhado à Corregedoria da Casa. No entanto, o órgão não possui titular desde que se decidiu pela criação de uma corregedoria autônoma. Por acordo de líderes, a indicação deve ser do deputado Átila Lins (PSD-AM). Será de responsabilidade do corregedor, dar um parecer sobre o caso e submetê-lo à Mesa Diretora, que vai decidir pelo encaminhamento do processo ao Conselho de Ética ou arquivamento.
Informações de Estadão.com.br
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