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Organização social indígena

EditorPor Editor19 de abril de 20094 Mins Leitura
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caiapo1904

Alguns costumes mudaram ao longo dos anos, mas de um modo geral, o funcionamento da aldeia, a figura do pajé e do cacique, a divisão do trabalho, suas diversões, festas e jogos indígenas ainda seguem os mesmos. Confira!

Os povos que tiveram mais contato com o “homem branco” acabaram mudando ou incluindo outros costumes em sua organização social. As tribos também possuem diferenças entre si, mas as designações gerais de função (homens e mulheres) é sempre semelhante.

A forma de sua organização é peculiar, mas visa que a tribo funcione em harmonia. De um modo geral, os indígenas não fazem divisões sociais, todos têm o mesmo tratamento. As autoridades máximas da tribo são o pajé e o cacique, equivalentes a um “Papa” e um “chefe de Estado”, por exemplo. As tarefas na tribo são divididas por sexo, idade e acumulo de conhecimento e cultura. Mas todos trabalham.

Homens Adultos – fazem o trabalho mais pesado, além da caça e pesca. A proteção da aldeia também é uma de suas funções, bem como ocorria no caso das guerras. Aos homens também fica o dever de criar as ferramentas, instrumentos e a construção da casa (oca).

Mulheres adultas: – cabe a elas a responsabilidade pela colheita e plantio, o preparo da comida e do cuidado das crianças. São elas também que devem fabricar os utensílios em cerâmicas como os potes, pratos e vasos. As mulheres ainda são as encarregadas de fabricar a farinha e tecer redes e cestos de palha, entre outras peças também vendidas como artesanato.

india1904

Crianças – os indiozinhos são conhecidos como curumins e sua educação ocorre com exemplos práticos desde cedo. No caso dos meninos, quando o pai vai caçar, costuma levar o curumim junto para aprender. As brincadeiras também têm intenção de educação prática. Meninos brincam de fabricar arco e flecha e caçar pequenos animais. As garotas usam bonecas para simular o cuidado das crianças e também brincam de fazer comidas. Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.

O cacique – é o chefe político e administrativo da aldeia. Experiente, ele deve manter o bom funcionamento e a estrutura da aldeia. No Brasil, cada nação indígena utiliza um termo específico para fazer referência ao chefe político. Entre os indígenas tupis, por exemplo, são usados os termos murumuxaua, tabixaba e tuxaua. Já os guaranis usam mais o termo mburovixá. O cacique desempenha funções importantes dentro de uma tribo indígena. Ele é o responsável em aplicar as regras da tribo, definir punições, resolver conflitos, definir guerra e organizar a caça.

O Pajé – é o líder espiritual da tribo. Geralmente é uma pessoal mais velha e que detém o conhecimento do histórico daquela tribo, por isso, é o responsável por dar continuidade às tradições. Sua função de curandeiro é outro grande destaque, pois é a pessoa com mais conhecimento do poder das ervas e plantas, além dos rituais. Por ser considerado a pessoa mais próxima dos deuses, é também o protetor da Aldeia contra “más energias”. Algumas tribos acreditam que esta figura tem o poder de fazer chover ou melhorar a caça e pesca.

Religião Indígena – Cada nação indígena possuía crenças e rituais diferentes. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassado, e em homenagens aos Deus, faziam rituais, cerimônias e festas. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.

Diversão – a vida na aldeia também não é só trabalho. Os indígenas realizam festas alegres em manifestação a vida e a natureza, além de danças e jogos. Porém, estas formas de divertimento possuem significados religiosos e sociais. Dentre os jogos, por exemplo, destacam-se as lutas. Estas são realizadas como uma forma de treinamento para guerras e também para desenvolver a parte física dos índios.

Vivendo em ocas – é uma habitação típica dos povos indígenas. A palavra tem sua origem na família linguística tupi-guarani. São construídas coletivamente e as maiores chegam a 40 metros de comprimento. O tamanho é de acordo com o número de habitantes da mesma e várias famílias podem dividir a mesma oca.

Construídas geralmente de taquaras e troncos de árvores, costumam ser resistentes. O telhado é feito de folhas de palmeiras ou palha. O espaço não tem divisões ou janelas, a ventilação ocorre através portas (podendo de uma a três) e dos frisos nas paredes. Para dormir, redes são instaladas nas paredes.

Fontes: FUNAI – Site Sua Pesquisa

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