Tanara Sabrina Lucas, mãe de Júlia, destaca a necessidade do autista de terapias diárias e a importância do diagnóstico precoce.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Um dos temas em destaque durante a sessão da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo desta terça-feira, dia 02, foi o autismo, na data em que se comemora o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
Na ocasião, a presidente da ONG CDAA-NH, Tanara Sabrina Lucas, deu seu depoimento sobre a filha Júlia, convidada pela vereadora Patrícia Beck (PTB). “Sempre notei que ela era um pouco diferente das outras crianças”, contou. “Mais birrenta, com brincadeiras diferentes. Utilizava coisas como pregadores de roupas, e ficava horas brincando.”
Tanara salientou que o autismo é um transtorno no desenvolvimento, e que as características ficam mais fortes depois dos três anos. “Quando descobri que minha Júlia era autista, veio o sonho de unir as mães que querem um futuro melhor para seus filhos.” O objetivo da ONG, disse, é descobrir crianças autistas em Novo Hamburgo para oferecer ajuda e auxiliar na inclusão escolar de qualidade. “Queremos uma criança, na escola, aprendendo tanto quanto as outras.”
DIAGNÓSTICO – Segundo a experiência de Tanara, o autista precisa de terapias diárias. Ela destaca, ainda, a importância do diagnóstico precoce, e que há técnicas desenvolvidas em outros estados que poderiam ser usadas aqui. “Percebemos bastante preconceito”, disse. “Mas sempre repito uma frase: autistas são anjos que vieram para nos ensinar a respeitar as diferenças.”
Jovem autista tira dúvidas
de leitores em site
A canadense Carly Fleischmann também é destaque quando se fala de autismo. A história da jovem, que foi diagnosticada com autismo severo aos dois anos, foi matéria da revista Superinteressante. Ela deu ao pai informações para a criação de um site que simula a sua experiência diária com toda a descarga sensorial que recebe em situações cotidianas.
Na página, ela criou um canal para responder as dúvidas dos leitores. “As pessoas têm muitas de suas informações vindas dos chamados especialistas, mas eu acho que esses especialistas não conseguem dar uma explicação a algumas questões”, escreveu.
Em uma delas, Carly explica que luta consigo mesma todos os dias. “Desde que acordo até a hora de ir dormir”, conta. “Não posso nem ir ao banheiro sem dizer a mim mesma para não pegar o sabonete e cheirá-lo ou sem lutar comigo mesma para não esvaziar todos os frascos de xampu.”
DIGITAR – Até mesmo alimentar o site é um desafio. “Ficar sentada e digitar é algo muito avassalador para mim. Eu não acho que as pessoas realmente sabem como é difícil. Parece tão fácil para todo mundo, mas é como falar três línguas ao mesmo tempo.”
Com informações de Imprensa CMNH e Superinteressante
FOTO: Julian de Souza / CMNH


