Clarita Silva de Souza, 50 anos, funcionária de carreira do estado, formada em enfermagem pela UFPEL, radicada em Caxias do Sul, será a nova secretária de Saúde do município
Com uma extensa ficha corrida de serviços prestados à saúde, a nova secretária de saúde do município diz que o fato de não ser de Novo Hamburgo não deve atrapalhar sua gestão. O fato de hoje trabalhar no Ministério da Saúde a faz conhecedora íntima dos problemas da cidade. Além disso, como o Sistema Único de Saúde é nacional, ela alega que conhece os fundamentos do sistema e que Novo Hamburgo não é diferente dos outros cinco mil municípios brasileiros.
“Vamos conversar muito com a comunidade e com os órgãos de representação”, promete ela, já destacando o papel que terá o Conselho Municipal de Saúde em sua gestão. “Não se trata de aceitarmos tudo o que o Conselho sugerir, mas de discutirmos as prioridades em conjunto”, diz.
Para ela, Novo Hamburgo tem potencial para ter o modelo de gestão plena da saúde, bem como tecnologia e material humano para a implantação de programas. “A principal carência é a saúde preventiva”, entende ela, destacando, por isso, a necessidade de implantação do Programa de Saúde da Família (PSF). “A doença começa na família, com problemas de higiene, alimentação, etc. Se conseguirmos fazer aí um bom trabalho, e poderemos resolver até 80% dos problemas que hoje vão parar nas Unidades Básicas de Saúde ou no hospital e que poderiam ser resolvidos antes, preventivamente”, afirma.
Em crítica velada ao atual governo, Clarita entende que o sistema de saúde precisa de continuidade, mantendo e qualificando o que se tem e buscando recursos para novos projetos.
Clarita defende que a palavra mágica de sua gestão será o estabelecimento de prioridades. “A gestão pública tem limites, não pode atender todas as necessidades, por isso precisamos ter prioridades”, alega. Mas, reforça, estas prioridades serão plenamente discutidas com os usuários do sistema.
Sobre o Hospital Municipal, ela não adianta qualquer mudança profunda, nem mesmo a realização de concurso público para o preenchimento de vagas que hoje são atendidas pela Associação Hospitalar. “Não temos um modelo pronto para o hospital. Precisamos discutir melhor”, adverte com cautela a nova secretária. Entretanto, adiantou que entende que o hospital é público e não deve abrigar em seu espaço empresas privadas, em resposta a recente denúncia de que uma empresa de seguros estaria usando as dependências da instituição para fazer negócios de encaminhamento do seguro DPVAT.
