Medida estabeleceu potenciais confrontos nos próximos dois meses sobre cortes de gastos e um aumento no limite de empréstimo da nação.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Um acordo aprovado pela Câmara dos Deputados evitou pouco o chamado “abismo fiscal” nos Estados Unidos, mas o presidente norte-americano Barack Obama (foto) e os congressistas republicanos podem ter que enfrentar batalhas orçamentárias ainda maiores nos próximos dois meses.
O acordo, sancionado por Obama na quarta-feira, foi uma vitória para o presidente, que ganhou a reeleição em novembro com a promessa de tratar dos problemas orçamentários, em parte, elevando os impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Mas o acordo estabeleceu potenciais confrontos nos próximos dois meses sobre cortes de gastos e um aumento no limite de empréstimo da nação.
Os republicanos, zangados porque o acordo de “abismo fiscal” pouco fez para conter o déficit federal, prometeram usar o debate do teto da dívida para obter cortes de gastos mais profundos da próxima vez. Acreditam que terão uma influência maior sobre o democrata Obama quando tiverem que considerar o aumento do limite de empréstimo em fevereiro, porque o fracasso em fechar um acordo pode significar o calote da dívida norte-americana ou outro rebaixamento na nota de crédito do país.
Medida não colocou orçamento
em um caminho mais sustentável
Um confronto similar em 2011 levou a um rebaixamento do crédito. Obama e os congressistas democratas podem ser encorajados pela vitória na primeira rodada de batalhas fiscais, quando dezenas de deputados republicanos cederam e votaram por aumentos importantes de impostos pela primeira vez em duas décadas.
As agências de classificação Moody’s Investors Service e Standard & Poor’s disseram que a medida contra o “abismo fiscal” não colocou o orçamento em um caminho mais sustentável. O Fundo Monetário Internacional – FMI disse que elevar o teto da dívida seria uma medida crítica.
Informações de Reuters Brasil
FOTO: ilustrativa / bloguesia

