Juliano Martins, para novohamburgo.org
Jovens adultos aprendem informática na Escola Aberta, em Novo Hamburgo
Participar de um projeto social é, no mínimo, desafiador. Tentando realizar atividades que façam a integração da comunidade com a escola, então, parece muito difícil. Pois na Escola Municipal de Ensino Fundamental Darcy Borges de Castilhos, no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo, são propostas atividades para os moradores do bairro, e de vizinhos, através do projeto Escola Aberta, que tem trazido bons resultados.
O Escola Aberta – iniciativa da UNESCO em parceria com as prefeituras – foi concebido com o objetivo de organizar atividades de inclusão social nas escolas públicas nos finais de semana para as comunidades. A coordenação das atividades também fica a cargo de um membro da comunidade, sendo este observado pela diretoria da escola. Em 2005, ano em que o projeto começou a funcionar na Darcy, tudo era muito tímido. Hoje, depois de barreiras superadas, a escola é modelo em organização de oficinas e conduta dos participantes. Lá, se oportuniza artesanato, todos os tipos de esportes, culinária, recreação e informática.
As oficinas de informática têm passado por reformulações e agora ganha um aspecto novo. Num primeiro momento, o laboratório da escola era aberto para uso comum, acesso à internet e digitação de trabalhos, o que já caracteriza um grande avanço no acesso às tecnologias para quem não tem oportunidade. Mas por que não ensinar informática de verdade? Foi com esse pensamento que se organizou a primeira turma de adultos, que aprende a mexer no computador aos sábados pela manhã. As aulas começaram há cerca de um mês com quatro participantes e hoje já têm dez. Isso só com a boca – a – boca.
A iniciativa é experimental, mas tem trazido frutos muito expressivos. Passado o estranhamento de alguns por terem à disposição um curso totalmente de graça, veio o empenho e dedicação de todos em aprender algo novo, com o qual a maioria não tem a menor intimidade. “Se me proponho a vir, virei sempre” diz uma das participantes, que se desloca do bairro Scharlau em São Leopoldo para freqüentar o curso.
O fato é que a turma de “adultos experientes” vem crescendo e, provavelmente, acarretará na formação de outra. Esse é um reflexo de como iniciativas como essa podem ajudar no desenvolvimento e inclusão social. Prova disso é a disciplina e a seriedade com que o os participantes encaram esse desafio. Não importa a idade, a cada manhã de sábado estão lá, dispostos a aprender algo novo.

