Ricardo Michaelsen, 54 anos, contabilista, há 30 anos no ramo coureiro calçadista, ex-dirigente de entidades como ABQTIC, CICB, IBTeq e AICSul, será o novo presidente da Fenac SA, Feiras e Empreendimentos.
A volta da Feira Nacional e Internacional do Calçado, voltada para o setor, mas com o fôlego que tinha até a década de 80 é um sonho acalentado pelo setor e que pode se tornar realidade em 2010. “Precisamos que a feira retorne com força. Não podemos arriscar o resgate desta marca com uma feira que deixe a desejar diante da concorrência que temos”, raciocina Michaelsen ao anunciar seu grande objetivo na presidência da empresa.
E para começar em grande estilo, Michaelsen cogita trazer para esta feira o presidente Lula. “O Tarcísio já vem articulando este movimento. Seria muito importante para a cidade, que há 46 anos não recebe a visita de um presidente da república”, revela.
Para ele, não pode ser colocado como dificuldade a distância de Novo Hamburgo dos grandes centros. “Trouxemos para cá na década de 70 milhares de empresários em condições muito piores de infra-estrutura, então este não é o problema”, justifica. Alega que na verdade o problema é que o mercado mudou, no sentido de que temos hoje meia dúzia de empresas grandes e milhares de pequenas. “Temos que construir parcerias e incentivar estes pequenos a participarem da feira”, diz.
Conta que, apesar de não ter recebido relatórios oficiais sobre as condições da empresa, tem informações de que a saúde financeira da Fenac SA é boa. “80% da renda da empresa vem da Fimeq e esta feira está muito bem conceituada no mercado, ou seja, temos um esteio muito forte para fazermos um bom trabalho”, calcula.
Michaelsen também tem uma expectativa otimista em relação a crise econômica. Segundo ele, fabricar calçados na China já começa a não ser um bom negócio e este setor está se transferindo para a África. “Entretanto, aqui no Brasil temos tecnologia e investidores fortes no ramo, ou seja, vamos continuar sendo um pólo importante do setor e seremos reforçados por este movimento”, acredita.
Ricardo também não descarta a realização de outros eventos no espaço do parque, como feira de automóvel, feira dos supermercadistas, feira de logística. “Não só alugamos o espaço para a realização destas feiras melhorando a arrecadação da empresa, como também aquecemos o turismo da cidade”, pensa.
Michaelsen também prometeu reduzir o seu próprio salário. Hoje o presidente da Fenac recebe R$15 mil, mas segundo ele, deverá ser reduzido para o mesmo valor dos secretários municipais, hoje em torno de R$7 mil. “Não é um salário compatível com a iniciativa privada, mas não podemos perder de vista que a Fenac não é simplesmente uma empresa privada, ela tem um objetivo público, que é incentivar o comércio e a indústria local”.
