Estado é o segundo maior com concentração de casos da doença do país. A Amazônia Legal concentra 99% dos casos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Os números de casos de malária aumentaram 30% nos três primeiros meses do ano no Amazonas, em decorrência das cheias nos rios do estado, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde – FVS, vinculada à Secretaria de Saúde do Amazonas.
A FVS apontou como outro motivo para a elevação do índice a dificuldade de acessar as regiões mais afastadas, como zonas rurais e aldeias indígenas. A diretora técnica da fundação, Lubélia Sá Freire, informou que o órgão está adotando várias medidas para prevenir a doença, tais como a distribuição de mosquiteiros.
“Nós estamos atuando e aumentando, principalmente, o processo de distribuição de mosquiteiros impregnados [cortinados de rede embebidos com inseticida que não faz mal à saúde], usados para ações individuais e também a pelagem de casa”, disse. Segundo ela, há equipes de plantão para fazer o atendimento nos municípios amazonenses.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Amazonas é o segundo maior Estado com concentração de casos de malária do país. Em 2010, foram registrados 74.136 casos e, no ano passado, 60.668 – uma redução de 18%. Ainda de acordo como o órgão, a Amazônia Legal – área compreendida pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima, do Tocantins e parte do estado do Maranhão – concentra 99% dos casos de malária no país.
O ministério repassou R$ 15 milhões em 2011 para a instalação de mais de 1 milhão de mosquiteiros com inseticidas e enviou 194 microscópios para a rede de diagnósticos de malária, 39 caminhonetes e 250 mil testes rápidos para verificação da doença.
Informações de Agência Brasil
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