Luiz Fux acredita que é preciso “fazer valer a lei” do Estatuto do Desarmamento, sem necessidade de novo plebiscito.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Luiz Fux (foto), disse em entrevista ao portal G1 que não deve ser feita nova consulta popular sobre desarmamento em razão da tragédia de Realengo, no Rio de Janeiro.
“Já há o Estatuto do Desarmamento. Tem que fazer valer a lei, implementar políticas públicas no afã de desarmar a população. Não tem que consultar mais nada.”
A proposta de novo plebiscito foi apresentada nesta semana pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo ele, o “novo contexto” após a tragédia justifica repetir a consulta. A pergunta que Sarney propõe para o novo plebiscito é a mesma de 2005: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”.
Defensor do desarmamento, Fux avalia que o “povo votou errado” ao manter, no referendo de 2005, o comércio de armas de fogo. Para ele, que assumiu o posto de ministro do STF em março por indicação da presidente Dilma Rousseff, o desarmamento é “fundamental”, mas, para isso, não é necessário plebiscito e sim aplicar a lei e se estabelecer uma política pública de recolhimento de armas. “Todo mundo sabe que o desarmamento é fundamental”, disse.
“Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população”, afirmou na quinta-feira, dia 14.
Informações de portal G1
FOTO: reprodução / José Cruz-ABr
