
De acordo com a astrologia, o Ano Novo iniciou na manhã desta sexta-feira, marcando também, na bruxaria moderna o Equinócio de Outono, onde o dia e a noite são iguais, e celebra-se um novo ciclo. Este final de semana ainda é de celebração, confira como!
Cristiane Cunda – cris@novohamburgo.org
A estação marcada pelas folhas no chão, os tons amarelados das plantas, iniciou oficialmente nesta sexta-feira, 20. Com isso, segundo calendário astrológico, inicia o Ano Novo. Não existe uma data exata para a entrada deste ciclo, ocorre sempre entre 19 e 21 de março, sendo calculada com base na astronomia onde é verificada a entrada do sol na constelação zodiacal do signo de áries. Em outras religiões, festeja-se o Equinócio de Outono – Mabon, que celebra a comunhão com a natureza e o início de um novo ciclo.
Para esclarecer o que é comemorado em relação a esta data, o novohamburgo.org conversou com a hamburguense Kety Lisboa Daudt Maus, astróloga há 24 anos e fundadora da Casa do Conhecimento e também com o praticante de Wicca – bruxaria moderna, Lugus Dagda Brigante, sacerdote do Círculo Serpente de Fogo.
A Wicca é uma religião que celebra os ciclos da natureza de acordo com os momentos da Terra, Sol e Lua, sendo assim, seu calendário litúrgico inclui oito principais festivais conhecidos como “sabás”. Quatro destes festivais coincidem com fenômenos astronômicos e são eles os Equinócios de Outono e Primavera e os Solstícios de Verão e Inverno. De acordo com Lugus, o Equinócio de Outono, o Mabon, neste ano ocorrido na manhã deste dia 20, mas nada impede que as celebrações sejam feitas dias antes ou depois.
“Na Wicca, para quem celebra a Roda do Sul, entre 20 e 21 de março comemora Mabon, que marca o segundo sabá da colheita e mais explicitamente, a chegada definitiva do Outono, a visível instrospecção dos Deuses na queda das folhas, na chegada dos ventos e o aumento da duração das noites sobre os dias, dando espaço aos dias mais frios”, diz o sacerdote.
A astróloga Kety diz que pela cultura ocidental, comemora-se o Ano Novo, Reveillon, na passagem do dia 31 para 01, mas os primeiros dias do ano são de festa, pela chegada de um novo ano. Portanto, da mesma forma, podemos festejar a chegada do Ano Novo astrológico durante os próximos dias. Além disso, ela acrescenta que entramos no ano do Sol, onde devemos buscar “consciência”, trabalhar bem as questões individuais, para podermos nos relacionar melhor com o próximo, sempre buscando comprometimento em todas nossas ações.
Celebração
De acordo com Lugus, na Wicca é natural celebrar esse momento decorando os altares e as casas com folhas secas, comendo bolos e frutas da estação. “Dessa forma encontramos os Deuses manifestados em cada um desses pequenos detalhes, entrando em plena comunhão com seu simbolismo e significado”.
O Círculo Wiccaniano Serpente de Fogo, congregação de bruxos, estará fazendo sua celebração interna do sabá no dia 21 de março, pela manhã. Serão colocados como pontos de reflexão as jornadas interiores de cada um, em busca do renascimento (ideais e objetivos), o que pode ser encarado também como uma reverência e comunhão com o ciclo da Natureza local. Nenhum tipo de pedido será feito, visto que nos sabás da colheita somente se agradece as dádivas recebidas e procuram entrar em sintonia com a sacralidade do sabá.
Como participar
A astróloga diz que as pessoas de qualquer religião, devem buscar a conexão com os ciclos naturais, porque hoje, porque ela percebe que as pessoas estão desconectadas com o planeta. Então, para entrar no clima da estação, renovar as energias no Ano Astrológico que se inicia, vale uma reflexão, agradecer pelo que passou e embarcar em novo clima.
“Acenda um incenso de mirra, enfeite sua cozinha com ramos de ervas, faça um bolo de milho ou cenoura e lembre o seu coração de quantas coisas bacanas importantes foram vividas, colhidas, aprendidas e interiorizadas”, ensina Kety.
Lugus aposta lembra que é necessário parar para observar a Natureza nessa época, somente isso já é o início de uma excelente e legítima celebração. “Pode-se preparar uma mesa farta, compartilhar com vizinhos e familiares, sem fazer nenhum tipo de pedido aos Deuses, mas sim observando a abundância que lhe é proporcionada e agradecendo por cada alimento que tem nutrido e dado força a nossos corpos”, revela o sacerdote.

