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Educação

Comung celebra 30 anos e destaca força das universidades comunitárias no desenvolvimento do RS

Encontro realizado na Universidade Feevale apresentou números da atuação das 14 instituições em áreas como educação, pesquisa, inovação, saúde e desenvolvimento regional
Ana Carolina SiebelPor Ana Carolina Siebel26 de agosto de 20265 Mins Leitura
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Representantes do Comung durante evento de 30 anos na Universidade Feevale
Café com a Imprensa, realizado na Universidade Feevale, apresentou dados - foto: Andrieli Siqueira/ Universidade Feevale
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O Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) celebrou seus 30 anos de atuação no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (25), em Novo Hamburgo. O Café com a Imprensa, realizado no Teatro Feevale, reuniu reitores das instituições que fazem parte da entidade e apresentou números que ajudam a dimensionar a presença das universidades comunitárias no Estado.

Hoje, 14 instituições integram o Comung. Somente na graduação presencial, elas ofereceram 524 cursos em 2025, com 85.588 estudantes matriculados. Desse total, 28.611 tinham algum tipo de bolsa ou gratuidade — o equivalente a 33,4% dos alunos. No mesmo período, 13.889 estudantes concluíram a graduação presencial.

Na pós-graduação, foram 1.305 cursos lato sensu e 103.516 estudantes matriculados. Outros 7.673 alunos estavam nos 182 cursos de mestrado e doutorado oferecidos pelas instituições, sendo 3.941 beneficiados por bolsas ou gratuidades. Ao longo de 2025, as universidades formaram 1.589 mestres e 720 doutores.

Os números foram apresentados durante o encontro como parte de um panorama da atuação construída pelo Comung desde sua criação, em 1996.

Representantes das universidades comunitárias durante celebração dos 30 anos do Comung
14 instituições comunitárias contribuem para a educação, a ciência, a inovação e o desenvolvimento social e econômico do Estado – foto: Andrieli Siqueira/ Universidade Feevale

Universidades comunitárias impulsionam pesquisa, inovação e empregos

A produção científica também apareceu entre os dados apresentados no Café com a Imprensa. As universidades comunitárias reuniam 6.487 professores em 2025. Entre eles, 4.922 tinham, no mínimo, mestrado acadêmico concluído.

No mesmo ano, foram contabilizadas 13.849 publicações científicas. Até 2025, as instituições também somavam 360 patentes registradas.

A estrutura ligada à inovação reúne nove parques tecnológicos vinculados às universidades do Comung. Juntos, esses ambientes abrigam 729 empresas e são responsáveis por 14.438 postos de trabalho. Outras 266 empresas estavam distribuídas pelas 13 incubadoras mantidas pelas instituições.

O alcance também passa pela internacionalização. Ao longo do ano passado, as universidades desenvolveram 615 projetos nessa área, com a participação de 1.015 instituições internacionais parceiras e 8.665 estudantes.

Mais de 590 mil pessoas atendidas na área da saúde

A presença das universidades comunitárias fora das salas de aula também foi apresentada durante o encontro. Na área da saúde, 11.043 projetos com atendimento ao público foram realizados em 2025.

As iniciativas envolveram 4.999 colaboradores e 10.755 estudantes e chegaram a 590.620 pessoas. Entre os serviços oferecidos estão atendimentos psicológicos e odontológicos gratuitos e programas de atividade física para idosos.

Outros 110 projetos foram direcionados especificamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social e atenderam 126.518 pessoas.

Para o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, a estrutura mantida pelas instituições mostra a capacidade de investimento do modelo comunitário nas regiões onde as universidades estão instaladas.

“O Teatro Feevale, onde este evento está sendo realizado, é um exemplo da qualidade das estruturas das 14 universidades que compõem o Comung. Além de teatros, todas possuem excelentes bibliotecas, laboratórios de pesquisa, que nos permitem realizar pesquisas”, afirmou.

O reitor também explicou uma das características que diferencia as universidades comunitárias das instituições privadas tradicionais.

“Há 30 anos, as instituições organizaram o consórcio, não porque são melhores que as demais, mas porque são diferentes. Nós não visamos o lucro, mas objetivamos os resultados para reinvestir em nossa operação e, assim, beneficiar as nossas comunidades. Então, essas três décadas precisam ser comemoradas, porque a existência de uma universidade comunitária é sinal de desenvolvimento regional”, disse.

Regiões concentram 85,5% do PIB gaúcho

Durante o evento, Marcos Lelis, coordenador do Grupo de Pesquisa Competitividade, Economia Regional e Internacional (CEI), da Unisinos, apresentou dados socioeconômicos das regiões de atuação das universidades comunitárias.

Essas áreas concentram 85,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, além de responderem por 50,6% da produção agropecuária e 87% da atividade industrial do Estado.

Para o reitor da Unisc e presidente do Comung, Rafael Frederico Henn, os números estão relacionados à presença das universidades nos municípios e à capacidade de articulação entre as instituições.

“Não há como ter uma sociedade desenvolvida econômica e socialmente sem uma universidade forte. Então, não há dúvida que as universidades comunitárias são fundamentais no desenvolvimento social e econômico, e acreditamos que esse modelo comunitário se configura como a maior rede de ensino superior do Rio Grande do Sul”, afirmou.

Segundo Henn, o trabalho conjunto também amplia a capacidade de atuação das instituições. “Temos convicção que o nosso Estado pode, através do Comung, ficar cada vez mais forte perante o Brasil”, completou.

Durante o encontro, o professor Juan Felipe Almada, da Feevale, também apresentou a marca criada para celebrar os 30 anos do Consórcio.

Mais de 674 mil graduados ao longo da história

Criado em 1996, o Comung atua na defesa e no fortalecimento do modelo comunitário de ensino superior. As universidades integrantes não têm fins lucrativos e reinvestem seus resultados na educação, na estrutura das instituições e nos serviços prestados às comunidades.

Ao longo dessas três décadas, as instituições já formaram mais de 674 mil estudantes em cursos de graduação, sem contar as licenciaturas. Outros 220 mil concluíram cursos de licenciatura.

Na pós-graduação stricto sensu, o histórico supera 31 mil mestres e 8,9 mil doutores formados.

Integram o Comung Universidade Feevale, UCS, Unisc, UFN, PUCRS, Unicruz, Unijuí, Universidade La Salle, Unisinos, Univates, UCPel, UPF, Urcamp e URI.

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Ana Carolina Siebel

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