Julgamento deve durar três dias – 19 testemunhas foram relacionadas e sete jurados vão decidir se réu é culpado ou não.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Lindemberg Alves Fernandes, que manteve a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel presa no apartamento em que a garota morava entre os dias 13 e 17 de outubro de 2008, começa a ser julgado pelo assassinato da adolescente nesta segunda-feira, dia 13.
O julgamento no Fórum de Santo André, em São Paulo, deve durar três dias, segundo o Tribunal de Justiça do Estado – TJ-SP. Lindemberg também responde por duas tentativas de homicídio (contra Nayara Rodrigues da Silva, baleada no rosto, e o sargento da Polícia Militar Atos Antonio Valeriano, que escapou de um tiro); cárcere privado (de Eloá, Victor Lopes de Campos, Iago Vilera de Oliveira e duas vezes de Nayara) e disparo de arma de fogo (foram quatro).
Ao todo, foram relacionadas 19 testemunhas para prestarem depoimentos, que poderão ser gravados pela Justiça. Pela lei, as testemunhas que moram fora de Santo André não precisam comparecer.
O réu esteve preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, à espera do júri. Quando foi preso pela polícia, Lindemberg nunca falou oficialmente sobre o desfecho do sequestro nem na delegacia, na reconstituição ou na audiência de instrução na Justiça. Agora, precisa comparecer ao fórum, mas tem o direito continuar em silêncio e não responder a nenhuma pergunta.
Júri vota secretamente e decide
se Lindemberg é culpado ou não
Sete jurados vão votar secretamente e decidir se o acusado é culpado ou inocente. Em seguida, a juíza Milena Dias, que presidirá o júri, contará os votos e dará a sentença de condenação ou absolvição do réu.
Segundo o Ministério Público, responsável pela denúncia, se Lindemberg for condenado por todos os crimes atribuídos a ele, a pena mínima poderá ser de 50 anos e a máxima de 100 anos de reclusão. Pela legislação do país, no entanto, ninguém pode ficar preso por mais de 30 anos.
Mais de 180 pessoas devem assistir ao júri na plateia, entre parentes do réu, familiares das vítimas, público interessado que adquiriu senhas, membros da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, estudantes de direito, magistrados do TJ-SP e jornalistas.
Informações de portal G1
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