
Representantes do Conselho Tutelar receberam, na tarde de Segunda-feira, 26, denuncias de que uma mulher estava agredindo um menino de 12 anos, no Mundo Novo, e encontrou resistência para chegar até o adolescente
O Conselho Tutelar de Novo Hamburgo recebeu denuncias, de pelo menos três vizinhos da aposentada – que forneceremos somente as iniciais – N. T. K, tia do garoto R.K., de 12 anos, de que no início da tarde de segunda-feira, 26, estava agredindo o adolescente, no residencial Vicente Killing, no Mundo Novo. De posse da ordem número 11.722, para busca e apreensão do menino, assinada pelo promotor da Infância e Juventude Manoel Luiz Prates Guimarães, representantes do Conselho Tutelar estiveram no local e solicitaram reforço da Brigada Militar e dos Bombeiros para entrar no apartamento situado, na Via Beta, 343, onde mora a mulher com o menino, já que ela se recusava a abrir a porta.
As conselheiras tutelares Roberta Soares Cornely e Josiane Regina Schmidt disseram terem chegado ao local por volta das 16h, e se depararam com uma situação inusitada. Apenas um gatinho as recepcionou no parapeito da janela do apartamento já que a tia do menino não atendia a porta nem o telefone celular para que o diálogo fosse estabelecido. O pânico e a preocupação começou a aumentar e a reunir os moradores, já que não existia a informação se a dupla continuava no interior do apartamento. As conselheiras começaram a se preocupar com a situação e acionaram a Brigada Militar e depois os bombeiros para abrir a porta – já que no interior do apartamento tudo estava em silêncio.
A movimentação de policiais e bombeiros se arrastou até por volta das 19h, quando a situação estava ficando tensa entre os curiosos que se aglutinavam no local. Foi frente a situação que o comandante da operação da Brigada Militar, Tenente Rodinei Simões e os conselheiros resolveram chamar um chaveiro. Quando o profissional estava abrindo as fechaduras da porta chegou um amigo da moradora com uma cópia das chaves. “Prestei um serviço para ela e ainda não havia devolvido as chaves, por falta de tempo e como fui avisado da situação vim o mais rápido que pude”, argumentou Dauro Mostardeiro.
Os conselheiros entraram no local. Segundo Josiane Schmidt, o menino estava em baixo da cama e a tia estava sentada tranqüilamente numa cadeira no quarto e teria alegado que o menino a impediu de atender a porta, dizendo que não queria sair dali. “O menino saiu do esconderijo e se abraçou na tia e dizia que ela era boa para ele”, relatou a conselheira.
O primeiro a sair, por volta das 20h30min, foi o menino. Ele foi direto para o carro dos conselheiros tutelares. Já a tia do adolescente saiu em seguida e foi para a viatura policial. Os policiais e conselheiros receberam os aplausos da comunidade, com o desfecho feliz para o caso. A acusada foi conduzida a Primeira Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo para prestar depoimento e depois foi liberada. O jovem, segundo os conselheiras Tutelares, foi levado para um abrigo público.
Quem também esteve no local foram os conselheiros Roque Serpa e Marcos Aguiar. Este último disse que o menino estava com uma mancha no nariz. Disse ter notado ainda a falta de uma das lentes do óculos dele. “Quando perguntamos a causa ele alegou ter caído no banheiro – mas vamos solicitar um exame médico para averiguar o adolescente vai ser encaminhado para um abrigo”, argumentou o conselheiro.
