O índice de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre ficou em 11,2% em 2008, contra 12,9% do ano anterior.
É a menor taxa desde 1995. Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 28, na sede da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social (SJDS).
A PED é desenvolvida por meio de um convênio entre Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/RS), Fundação Seade de São Paulo e Prefeitura de Porto Alegre.
Também foi detectado crescimento no nível de ocupação, o maior desde 1993. No acumulado do ano, houve aumento de 7%, indicando 116 mil indivíduos ocupados, quase o dobro do número aferido em 2007 (63 mil). Os setores que mais criaram postos de trabalho foram o de serviços, com crescimento de 9,6% em relação a 2007, e o do comércio, com aumento de 7,6%. Apenas o segmento de serviços domésticos teve retração, com menos 3 mil vagas.
Outro dado destacado pelos coordenadores da pesquisa foi o acréscimo de trabalhadores assalariados no mercado de trabalho, especialmente no setor privado (65 mil). Entre eles, o grupo que mais cresceu foi o de contratados com Carteira de Trabalho assinada (57 mil). O rendimento médio da população ocupada, entre janeiro e novembro do ano passado, apresentou elevação de 2,1% em relação a 2007.
Já os números de dezembro demonstram uma pequena retração no ritmo de contratações. A taxa de desemprego ficou em 9,8%, frente aos 10,2% registrados no mês anterior. O nível de ocupação, entretanto, sofreu redução de 0,9% no período, quebrando a tendência dos últimos sete meses.
De acordo com o secretário Fernando Schüler, que esteve presente na apresentação da PED, este resultado já demonstra os efeitos da crise econômica chegando ao mercado gaúcho. “A diminuição de vagas no setor de serviços, numa época em que tradicionalmente ocorre o oposto, e o encolhimento da população economicamente ativa, com pessoas se retirando do mercado de trabalho, não são bons sinais”, disse ele.
