Modelos correndo com bobs na cabeça para um lado, fotógrafos correndo para o outro, celebridades desfilando pelo backstage e luz na passarela. No próximo domingo, 18, começa o SãoPaulo Fashion Week 2009, coleção outono/inverno, a semana da moda mais famosa da América Latina.
Em 1993, a semana era conhecida como Phytoervas Fashion, criada pelo diretor artístico Paulo Borges. Em 1997, o evento ficou conhecido como Morumbi Fashion e em seguida passou a ser chamado de São Paulo Fashion Week (SPFW), que agora chega em sua 26ª edição.
Na essência, este é um evento voltado para o público da moda. Segundo a jornalista e consultora de moda Érika Palomino, o estilista cria uma imagem de passarela e os desfiles não são feitos para o grande público. “Alguns looks são mais enfáticos de acordo com o conceito que ele quer passar da coleção, para reforçar à imprensa da moda qual é a sua idéia principal”.
Atualmente são mais de 150 semanas de moda acontecendo no mundo inteiro, mas o SPFW adquiriu uma atenção especial por conta do rápido crescimento cultural que teve, mesmo ainda sendo muito recente. Segundo Érika, o Brasil está dentro dos países em desenvolvimento que podem ser líderes, porque responde rapidamente aos novos modismos e modas. “Quem trabalha no segmento do mercado e de criação está prestando atenção no que acontece no Brasil. Muitas pessoas de fora vêm para cá nessa época.”
A semana de moda em Paris é a temporada mais importante do mundo, seguida por Milão, Londres e Nova Iorque. Enquanto algumas têm a preocupação de estar conectada com a criatividade, inovação e revelação de novos nomes, outras estão voltadas para o grande varejo. “Em São Paulo, a preocupação é em lançar tendências para o mercado, e no Rio de Janeiro, com o Fashion Rio, é exportar para o mundo o estilo de vida e comportamento brasileiro”, afirma a consultora.
A moda no mercado internacional pode demorar até dois anos para pegar, coisa que no Brasil acontece em seis meses. Em questão de semanas as roupas podem se encontradas no varejo. “A maior importância dos eventos de moda é a popularização da própria moda. No nosso país, a moda não é mais somente da elite. Qualquer um sabe que o SPFW acontece e o acompanha”, explica a jornalista.
Para Érika Palomino, não existe mais a ditadura da moda: o que os estilistas determinam é o que deve aparecer nas ruas. Dos anos 90 para cá, as pessoas têm liberdade de adqüirir a sua própria moda, tanto é que existem diferentes tribos em um mesmo lugar.
Com o passar dos anos e das edições, mais estilistas colocam suas coleções nas passarelas do São Paulo Fashion Week, a mídia e os patrocinadores aumentam, agências e tecelagens ganham mais espaço. A demanda por modelos também cresce – é quando as new-faces aparecem. “O SPFW é uma grande vitrine para o bem e para o mal. Todos os profissionais da moda vem para conhecer as novas caras, quem apareceu, quem se deu bem, quem se confirmou”, conclui Érika.
Fonte: yahoo
