Somente em Novo Hamburgo a redução da demanda com novo horário deve ser de 4,9MW, com economia de energia elétrica de 258 MWh.
O Horário Brasileiro de Verão iniciado a zero hora deste domingo, 18, irá durar 126 dias, encerrando no dia 20 de fevereiro de 2010. O objetivo principal é a redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional durante o horário de ponta, das 19h às 22h. Com isso, o país economiza no uso de combustível para geração térmica que seriam necessários para manter a segurança do sistema elétrico durante o verão. A economia é possível porque a energia elétrica passa a ser utilizada mais tarde, em função do adiantamento de uma hora.
Em Novo Hamburgo a previsão é de uma redução de demanda de 4,9 MW, com economia de energia elétrica de 258 MWh, suficiente para atender o município de Relvado, no Vale do Taquari.
Diante dessa projeção, verifica-se que a adoção do Horário Brasileiro de Verão, criado em 1931 e adotado anualmente desde 1985, traz benefícios para a operação do sistema, principalmente devido à redução de demanda durante o horário de ponta. Para o consumidor final os benefícios se traduzem através de aumentos evitados de tarifa, decorrentes de investimentos postergados para atender acréscimo de demanda, e através de economia com dispêndio de combustíveis como carvão mineral, óleo ou gás natural, na geração térmica.
Conforme estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS – é esperada uma redução de aproximadamente 4,5% de demanda durante o horário de ponta no Rio Grande do Sul, o que significa aproximadamente 220 MW.
A aplicação do horário de verão na área de concessão da AES Sul – Distribuidora Gaúcha de Energia, que atende 118 municípios, também representará uma redução de aproximadamente 4,5% na demanda, uma economia de 78 MW. A redução real de consumo na área de concessão da AES Sul projetada é de aproximadamente 0,5%, equivalente ao consumo residencial de uma cidade de 35 a 40 mil habitantes.
Com informações AES Sul
