A abertura da 1ª Convocatória de Arte Postal fechou a programação do aniversário de 82 anos de Novo Hamburgo
Depois de 11 dias de muita cultura, arte, homenagens e comemorações, chega ao fim a programação oficial do aniversário de 82 anos de Novo Hamburgo. O fechamento ocorreu na noite de terça-feira, dia 7, no Espaço Cultural Albano Hartz – no Calçadão Oswaldo Cruz, onde foi realizada a abertura da exposição da 1ª Convocatória de Arte Postal – (Re)Descobrindo Novo Hamburgo atraiu dezenas de pessoas, entre comunidade, autoridades, artistas e convidados.
Os postais expostos durante a abertura da Convocatória, permanecem em exposição no Espaço Cultural até o dia 30 de abril, com visitação das 10 às 17 horas, de terça a domingo. Depois disso, as obras serão incorporadas ao acervo do Município e deverão percorrer escolas e outros locais públicos, numa mostra itinerante.
Promovida pela Secretaria de Cultura, a mostra expõe obras de 1.412 participantes que, juntos, somaram mais de dois mil trabalhos enviados, todos retratando visões e sentimentos sobre a vida na cidade.
No evento, realizado em parceria com a Revista Expansão, que completa 10 anos em 2009, a secretária de Cultura, Anita de Oliveira, manifestou seu agradecimento às inúmeras pessoas que prestigiaram a convocatória, enviando sua homenagem ao município. Segundo Anita, foram muitas as expressões, inclusive de pessoas de longe, como alguns artistas hamburguenses que já não vivem mais em Novo Hamburgo e que fizeram questão de demonstrar seu carinho pela cidade.
Segundo a secretária, “Houve um resgate muito bonito, de um movimento cultural e artístico dos anos 80, que se expressava com pequenos cartões artesanais. Pelos milhares de cartões nos chegaram, apenas no breve período da convocatória, temos certeza que, se o aniversário de Novo Hamburgo fosse em 5 de maio, teríamos recebido o dobro de cartões, porque muitas pessoas me disseram que não conseguiram enviar a tempo”.
O artista circense Paulo Stürmer foi um dos visitantes da exposição. E declarou-se muito satisfeito com o que viu, apesar de não ter enviado nenhum postal. “Eu não sabia do período de envio, senão teria participado. Mas achei bacana congregar as mais diversas expressões, desde artistas até crianças e pessoas simples, com visões diferenciadas, que precisam ser mostradas”, declarou.
Já a estudante de magistério Viviane Poschetzky avalia que as pessoas se dedicaram bastante na produção dos postais e também as escolas conseguiram engajar a criançada, que participou em peso. “Tem muitas coisas antigas, da nossa história, mas principalmente muitos pontos-de-vista, apesar do destaque para o carro-chefe da nossa economia, o calçado”, disse ela.
