
A Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana garante que continuará se reunindo com a categoria
O diretor da Secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana, Gilson Peixoto de Souza recebeu, às 9h, em torno de 70 mototaxistas, no auditório da Secretaria de Educação e Desporto – SMED, no quarto andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry e disse ter vontade de ajudar os trabalhadores autônomos em regularizar a atividade no município.
Durante o encontro o diretor Peixoto se propôs a continuar as reuniões de trabalho com uma comissão de motociclistas, que deverá ser indicada pelos profissionais até a tarde de Sexta-feira, dia 6. Os profissionais deverão repassar o nome e telefone dos representantes através do delegado sindical em Novo Hamburgo, Nilson Almeida dos Santos, que atenderá os interessados pelo telefone: 9126-1605.
O presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Valter Ferreira esteve presente ao encontro e orientou os motociclistas de que o primeiro passo e o mais importante já estava sendo dado, ao conseguir que a administração municipal destinasse um diretor da secretaria de Segurança e Mobilidade Urbana para ouvi-los. “É preciso que seja feita a regulamentação da atividade a partir de um projeto de lei do Executivo, com a aprovação dos vereadores”, argumentou para a categoria.
O sindicalista explicou ainda aos presentes de que o passo seguinte a ser dado pela administração pública, se o prefeito concordar, será a realização de uma licitação pública, para permitir que de forma democrática participem os mototaxistas de toda a região. “Em cidades como Santa Maria e Pelotas, onde a regulamentação já ocorreu, cada mototaxista passou a ser um trabalhador autônomo e com direito a um alvará individual para exercer a atividade na cidade”, comentou.
O que pensam os mototaxistas

Um das poucas mulheres na profissão de mototaxista em Novo Hamburgo, Melissa Ahmann, 29 anos, há um ano e meio atuando no município, se diz muito insegura em não ter a profissão legalizada. “Nesse período onde o comércio está mais fraco, nós também sentimos esta queda, ainda mais que nesta época estamos juntando dinheiro para pagar o imposto e acontecer como na semana passada que a Brigada guinchou várias motos que estavam estacionadas, é ter que tirar um dinheiro que já não se tem para pagar isso”.
A falta de legislação específica também preocupa Melissa, que lembra que os mototaxistas já haviam sido avisados que deveriam estar com a placa vermelha para não serem guinchados, porém, esta placa é para motociclistas que desejam ter baú e não transportar pessoas. “Para tirar esta placa você tem que colocar um trilho de baú e mentir no Detran, o que é errado. Acredito que deve haver fiscalização, saber quem são os mototaxistas sérios e por isso é fundamental ter um órgão que nos regulamente. Porque como está hoje, qualquer um pode vir aqui e se dizer mototaxista, mesmo estando com uma moto roubada ou com documentação atrasada. E a comunidade precisa de nós, pela agilidade e principalmente pelo preço do transporte”, diz.

Após ter tido a moto guinchada na semana passada, o mototaxista Marco Antônio Ventura, 47 anos, há dois trabalhando na profissão, diz que a insegurança cresceu ainda mais. “Os mototaxitas que tiveram suas motos guinchadas estão se reunindo para entrar com uma ação judicial, porque a apreensão foi feita com base em uma lei que não previa guinchamento, e nós sentimos como se o dinheiro que tivemos que pagar para soltar a moto tivesse sido roubado”, conta.
Ventura também agrega essa insegurança à falta de um sindicato para categoria. Ele esteve presente na reunião desta manhã e gostou do que foi apresentado. “A reunião foi muito produtiva, não há nada de concreto, mas muitas propostas foram apresentadas e este já é o primeiro passo”, conclui.
