Diretor-geral da Companhia Municipal de Saneamento – Comusa, Arnaldo Dutra, falou sobre a meta na Câmara de Vereadores durante a sessão desta terça-feira.
Elevar o tratamento de esgoto de Novo Hamburgo de 2% para 50%. Essa é a meta da nova administração da Companhia Municipal de Saneamento – Comusa. Um objetivo arrojado, porém possível para o diretor-geral da autarquia, Arnaldo Dutra. A convite do líder do governo, vereador Gilberto Koch (PT), ele usou a Tribuna da Câmara na sessão desta terça-feira, dia 10, para falar sobre os desafios que vêm pela frente. O projeto de tratamento de esgoto do Arroio Luiz Rau, que deve iniciar no segundo semestre, será o responsável pela considerável elevação no índice de tratamento de egoto.
De acordo com Dutra, Novo Hamburgo trata uma porcentagem muito pequena de seu esgoto. “Com a obra, o Arroio Luiz Rau deixará de ser escoamento de esgoto e passará a assumir papel de arroio novamente, como os mais velhos devem lembrar”, disse o diretor aos parlamentares. Ressaltou ainda que no Brasil o processo ainda é raro e caro porque exige planejamento durante a construção de uma cidade. Como a foz do arroio é um dos pontos mais críticos de lançamento de esgoto no Rio dos Sinos, segundo estudo da Fepam, os benefícios vêm para reverter esse quadro. “O esgoto de 130 mil pessoas não desembocará mais no Sinos”, adianta.
Substituição de redes
Outro projeto abordado nesta terça no Legislativo prevê a substituição das redes antigas de fibrocimento, que, conforme com Arnaldo Dutra, facilmente se rompem. Dos 734 quilômetros da rede de abastecimento, 37% (ou 270 quilômetros) são desse material. Responsável pela maioria dos vazamentos, o fibrocimento, material em desuso, será substituído por PEAD e PVC. O processo de licitação já está encaminhado e parte da obra deve começar já no final de fevereiro ou no início de março.
O diretor da Comusa informou também que dois novos reservatórios serão construídos com financiamento da Funasa. As obras foram orçadas em valores superiores a R$ 409 mil e R$ 357 mil. Dutra discorreu ainda sobre o uso racional da água e convidou a população a adotar esta postura. Destacou que as condições de abastecimento no município estão dentro da normalidade. “Atualmente, 97% da população de Novo Hamburgo é abastecida por água tratada, média acima da brasileira, que fica em 91%”. O foco concentra-se, agora, nas sete mil pessoas que ainda não são beneficiadas pelo serviço. Finalizou tranqüilizando a população quanto à qualidade da água. “É uma das melhores águas do Brasil.”
Informações da Imprensa da Câmara Municipal de Novo Hamburgo
