
Evento Dia Internacional da Mulher: Hora de Celebrar e Qualificar a Mulher Empreendedora promovido pela ACI, nesta quarta-feira, trouxe a governadora para palestrar
Em alusão ao Dia Internacional da Mulher e com objetivo de enaltecer e homenagear as mulheres empreendedoras, a Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, Estância Velha e Ivoti realizou o “Dia Internacional da Mulher: Hora de Celebrar e Qualificar a Mulher Empreendedora”, nesta quarta-feira, dia 05. Entre outras atividades, o evento contou com uma palestra da governadora do Estado, Yeda Crusius.
“Desafios da empresa familiar” abriu as palestras do dia, ministrada por Volnei Pereira Garcia, professor, especialista em governança de empresas familiares e estratégia empresarial. Na seqüência, o tema “A Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho” foi abordado pela professora mestre da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, consultora empresarial na área de Recursos Humanos. As atividades da manhã encerraram com o sorteio de vários brindes.
A segunda parte do evento foi uma reunião-almoço com a palestra da governadora Yeda e foi aberta pela presidente da ACI, Fátima Daudt, que reforçou a importância e crescimento das mulheres nas empresas. A Comissão de Mulheres Empreendedoras entregou à presidente da ACI uma homenagem, simbolizando as mulheres fortes e batalhadoras representadas através da figura de Fátima Daudt.
“Quando assumi como conselheira, há dez anos, iniciamos um levantamento de quantas mulheres estavam entre os associados, com isso, percebemos que 60% das empresas eram presididas por mulheres, mas as reuniões da ACI eram freqüentadas, praticamente, só por homens. Com isso surgiu a necessidade de criar a Comissão de Mulheres Empreendedoras, para enaltecer essas mulheres e fazer com elas aparecessem. Hoje nossas reuniões são meio a meio. Por isso, parabéns mulheres, porque eu sei que é um caminho difícil. Mas parabéns também aos homens, que sabem entender e respeitar o trabalho das mulheres”, disse Fátima.
Yeda abriu seu discurso dizendo que o Estado está em um ciclo muito importante. “A roda anda e nós temos que fazer ela andar para frente. E eu posso dizer que é isso que o governo está fazendo, fazendo ela girar”. Para a governadora, a criação da Comissão de Mulheres Empreendedoras foi deixar aparecer o que já era um fato, a mulher no meio empresarial. “O que a Fátima fez foi mudar um pouco a linguagem, mostrando que a mulher é a sensibilidade com competência”, destacou. Ainda, ressaltou que as mulheres não querem protecionismo, apenas igualdade.
A governadora reforçou a idéia dos programas Estruturantes, exemplificando, que os órgãos de segurança sofrem o resultado de uma sociedade desestruturada e, para trabalhar este problema, o governo entrou com esses programas, para mudar as estruturas sociais. “Por isso sempre vou onde é preciso, vou aos presídios, áreas com problemas, porque não se pode cobrir com um pano a realidade social. As ações devem ser para quem mais precisa”, disse.
De acordo com Yeda, quando este governo fechar seus quatro anos, todas as obras votadas por consulta popular serão entregues, não deixando nenhuma para trás. “Uma expressão bem feminina, mas que expressa a realidade. Colocamos a casa em ordem. Resultado disso é o déficit zero, adiantamos as contas. Deixamos para trás o passado, estamos com as contas sanadas, a idéia de que o Estado não tem crédito também ficou no passado. Em setembro, ao analisarmos a situação econômica geral, percebendo que haveriam graves mudanças, o governo se adiantou tomando várias medidas, como por exemplo, adiantando o décimo terceiro salário”, afirmou.
A crise financeira mundial surgiu porque o mundo também mudou, acredita a governadora. “O Brasil se saiu bem frente a crise porque não tem um sistema financeiro viciado como ocorre no exterior. Claro, nós também sentimos os reflexos como nos setores produtivos, em nossas exportações. Após esta crise o mundo não vai mais ser o que era antes, mas não se pode deixar cair no escuro, onde a luz já se fez”. Para concluir, Yeda lembrou que ela não é a dona do poder, bem como Fátima Daudt não é a dona da ACI, estão apenas de passagem, mas o seu dever é mostrar comprometimento, respeito com a sociedade, bem como a alegria por ser uma mulher que tem o dom da vida.

