Aloizio Mercadante afirma que o país poderia ter subido 20 posições se o estudo tivesse considerado os dados mais recentes.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O governo criticou o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 lançado nesta quinta-feira, dia 14, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud.
Apesar de o relatório ter destacado o Brasil como um dos 15 países que mais diminuíram o déficit de desenvolvimento humano, calculado pelo índice IDH, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, apontou defasagem nos dados sobre educação. Ele disse que o país poderia ter subido 20 posições se o estudo tivesse considerado os dados mais recentes. O Brasil manteve a mesma posição no ranking (85º), entre os 187 países avaliados no relatório de 2012.
Mercadante criticou os dados do relatório relativos a escolaridade, um dos indicadores utilizados para medir o índice, classificando-os como de “defasagem inaceitável”. “Eles [os técnicos do Pnud] não atualizaram os dados referentes à escolaridade”, disse. “No caso do Brasil, os dados são de 2005, principalmente no que diz respeito aos anos de escolaridade esperados.”
Os números do relatório apontam, em 2012, que a escolaridade esperada para as crianças brasileiras é 14,2 anos, o mesmo índice registrado em 2000. “Nesse período, os anos de escolaridade esperados evoluíram de 14,2 para 16,7. Com isso, o Brasil subiria 20 posições no IDH.”
Diferença de 26 mil para 4,6 milhões
O ministro criticou o fato de o relatório registrar apenas 26 mil crianças a partir dos cinco anos na escola. “Hoje nos temos 4,6 milhões. Se o Pnud quiser, nós podemos informar o nome e a escola de cada uma delas”. Os números referentes à média de anos de escolaridade para a população com mais de 25 anos escolaridade, de acordo com Mercadante, também estão desatualizados. O relatório registra 7,2 anos, ante 7,4, na conta do ministro.
CONFIRMAÇÃO – Em entrevista coletiva, o representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, confirmou a defasagem dos dados, atribuindo à metodologia utilizada para elaborar o relatório. “No relatório usamos dados universais e, em geral, são atrasados para tentar manter a mesma base de dados entre os países. Nem todos tem o mesmo ritmo de atualização do Brasil,” justificou.
Na avaliação de Chediek, o fundamental é que o IDH deve ser analisado em uma perspectiva mais ampla, levando em consideração a trajetória do país e as projeções em longo prazo. Chediek disse que não há a possibilidade de se rever o relatório.eds
Informações de Agência Brasil
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