Qualquer vendedor sabe que para se vender a uma rede, além das inúmeras exigências, deve assinar um contrato, com validade mínima de 1 ano, garantindo, pela representada, à entrega, o preço e as datas; caso não haja cumprimento das cláusulas deste contrato, além da alta multa, não venderá mais à rede e nem às suas afiliadas.
A princípio parece ser um grande negócio, principalmente aos pequenos fabricantes que terão seus produtos expostos em grandes vitrines e sendo vistos por milhares de clientes; esquecem que neste Brazil (sim com z) impera as leis internacionais e não as tupiniquins porque, mesmo sendo auto-suficientes em petróleo, basta subir lá fora que muitos produtos derivados do nosso petróleo aumentam e como aumentam. Como isto seus custos ficam elevados e com um contrato de venda não podem repassá-los.
Se não podem, estas redes continuam a receber pelos preços antigos e fica a dúvida: se os fornecedores contratados estão entregando conforme combinado, por que os preços nas prateleiras sobem?
Não sou economista, mas entendo de mercado; bem sei da lei da oferta e da procura. Existem artifícios para aumentar um preço; entre eles, diminuir a produção, maquiar e anexar a índices que nada tem a haver com este mercado. Entre outros, culpar o meio ambiente como no caso dos hortigranjeiros enquanto a maioria já produz em estufas e nos sistemas de confinamento.
Mas o que posso dizer quanto aos preços expostos nas gôndolas das grandes redes de supermercados? Muitos produtos dobraram de preços enquanto os fornecedores destas redes continuam entregando pelo mesmo preço? Muitos produtos tiveram aumentos na ordem de 15% e nas prateleiras nota-se mais de 50% de acréscimo.
Estes dias conversava com uns amigos sobre o que a união, os estados e os municípios estão fazendo com a população. A cada dia criam novas taxas e repassam serviços dantes gratuitos e por obrigação na contrapartida arrecadatória, a todos nós. Se esta ganância crescente de arrecadação, para suprir o aumento abusivo de gastos, para poder alojar em cabinetes seus partidários, não parar de crescer, logo teremos aumento inflacionário como já visto e coitado de nós, porque os políticos e governantes jamais são atingidos; ao primeiro sinal de aumento, seus vencimentos e verbas ditas parlamentares são reajustadas no calar da noite.
Urge a população brasileira fazer como em outros países: não comprar, substituir fornecedores, criar opções, deixar de ir aos locais com aumento abusivos que a antiga lei da oferta e procura, sendo sentida no bolso dos administradores, entra em cena e tudo poderá voltar ao normal. Ganhar todos devem, mas não com o sacrifício da galinha de ovos de ouro: nós!
Fiscalize, acompanhe, reclame, use seus direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC); se for preciso vá nas Pequenas Causas e cobre o que lhes retiram de sua mesa. O Capital para crescer precisa de clientes e como cliente devemos exigir respeito.
