
O grupo ambientalista Greenpeace fez nesta terça-feira, 7, um protesto no mar em frente às usinas nucleares Angra 1 e 2, em Angra dos Reis, no sul do estado do Rio de Janeiro, para questionar os investimentos do governo federal na retomada do programa nuclear brasileiro.
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Em uma balsa, os manifestantes colocaram quatro turbinas eólicas e estenderam uma faixa com os dizeres “Nuclear não. Renováveis já!”. A manifestação foi realizada uma semana depois de o grupo ter realizado um ato contra o aquecimento global na Ponte Rio-Niterói, também no Rio de Janeiro.
De acordo com a Eletronuclear, a manifestação não causou transtornos ao funcionamento das usinas, já que o grupo não entrou na área marítima em que é proibido o acesso de embarcações desconhecidas. A assessoria de imprensa da empresa informou que recebeu um comunicado do Greenpeace por fax, mas a manifestação já estava em andamento.
Em nota, a ONG informou que o protesto de hoje marcou o final da expedição Salvar o Planeta. É agora ou agora, que, desde o mês de janeiro passou por Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos.
A bordo do navio do Greenpeace, os ambientalistas promoveram uma série de eventos públicos para alertar a sociedade sobre a gravidade do aquecimento global. Nas manifestações, a ONG coletou cerca de 30 mil assinaturas para pressionar o governo federal a assumir a liderança nas negociações internacionais sobre clima, especialmente na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) marcada para dezembro, em Copenhague (Dinamarca).
Agência Brasil
