
O líder do governo, o deputado Henrique Fontana esteve presente no encerramento da feira, em Novo Hamburgo, e levou os pleitos do setor
O líder do Governo na Câmara Federal, deputado Henrique Fontana (PT), esteve presente na coletiva com a imprensa, durante o encerramento da 33ª Fimec, em Novo Hamburgo/RS, e foi recepcionado pelo diretor-presidente da Fenac, Ricardo Michaelsen e pelo prefeito Tarcísio Zimmermann o qual se encarregou de passar ao parlamentar 4 pleitos do setor coureiro/calçadista.
O prefeito pediu ao líder do governo na Câmara dos Deputados mais apoio da União via APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e até por ações da própria presidência da República; Tomada de medidas anti-damping aos calçados chineses; Manutenção da taxa de 9% sobre as exportações de couros em estágios wet-blue e ainda, que a Finep atenda a pleitos do IBTeC – Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos.
Quando perguntado ao presidente da AICSul e também representante do CICB, Francisco Gomes, se o Centro apoiava o pleito da manutenção da taxa de 9% sobre as exportações de wet-blue, o líder empresarial informou que teria ocorrido uma reunião na semana passada onde ocorreu uma votação sobre este tema, e a posição tirada, por 20 votos a 10, foi de que o setor se posicionaria conjuntamente favorável pela manutenção da taxa.
O diretor-presidente Ricardo Michaelsen, por sua vez, iniciou falando de que não gostaria de informar oficialmente os números das negociações realizadas na feira, por considerar uma tarefa árdua de ser realizada. Adiantou, porém, que durante a 33ª Fimec, passaram pelos corredores algo como 45 mil pessoas, contra os 48 mil visitantes de 2008. Informações extra-oficiais e de bastidores dão conta de que foram realizadas negociações que chegaram aos US$ 4 milhões. O representante da Assintecal, Milton Killing foi o único que falou em números ao dizer que o setor comercializou no evento algo em torno de US$ 1 milhão, a partir do projeto comprador, através do qual foram realizadas 523 reuniões de negócios durante os quatro dias de feira.
Ricardo Michaelsen atribuiu a redução no número de visitação ao corte das viagens por parte de executivos internacionais, especialmente os americanos, em virtude das necessidades de mercado de reduzir custos, frente a nova realidade mercadológica. “Porém para nossa alegria tivemos o dobro de presenças de compradores portugueses, comparativamente ao registrado no ano passado”, argumentou.
Também estiveram participando da coletiva de avaliação do evento o presidente da Abeca, Juan Almada; a presidente da ACI/NH/EV/CB, Fátima Daudt; o presidente da Abrameq, Délcio Aloncio Schmidt; o presidente da Abqtic, Vilmar Trevisan e o presidente do IBTeC, Rui Guerreiro. Todos foram unanimes em confirmar a redução no número de visitantes, embora, fizeram questão de frisar que nem por isto o evento perdeu o charme. Avaliam que ganhou mais qualidade e que as pessoas que tinham potencial para as negociações não faltaram. Juan Almada destacou ainda que comparativamente a outras feiras internacionais do setor a Fimec ainda foi a mais significativa em número de público, considerando que as outras perderam muito mais compradores.
“Todas as expectativas foram superadas. Visitantes e expositores estão satisfeitos com os resultados da feira, dentro da variada gama de produtos expostos, tanto que 70% dos estandes já estão confirmados para a Fimec do próximo ano, que acontece de 13 a 16 de abril”, fechou o diretor-presidente Ricardo Michaelsen.
