Aumentar o policiamento nas proximidades das escolas, analisar de forma qualitativa e quantitativa as ocorrências dentro e fora das escolas e criar uma agenda de trabalho entre as polícias militar, civil e as secretarias da Educação e da Segurança Pública.
Essas são as medidas emergenciais que serão adotadas pelo Governo do Estado para combater o tráfico de drogas e a violência nas proximidades das escolas estaduais de Porto Alegre.
Integrantes das secretarias de Segurança, Educação, das polícias militar e civil e 27 diretoras de escolas estaduais localizadas nos bairros mais críticos da Capital se reuniram na manhã desta sexta-feira, 16, para discutir estratégias de combate ao tráfico de drogas e a criminalidade próximo às escolas. As diretoras abriram a reunião relatando suas experiências sobre a ação constante de traficantes e marginais nas imediações das escolas. “Hoje as escolas estaduais estão sendo violentadas pelos marginas e traficantes. A violência e o tráfico estão do outro lado do muro e não vamos permitir que passem para o lado de dentro da escola”, explicou o secretário da Educação, Ervino Deon.
Presente ao encontro, o secretário-adjunto da Segurança, Rubens Edison Pinto, destacou que a SSP e vinculadas estão preparadas para enfrentar o problema. Segundo Edison Pinto, existem 50 mil viciados em drogas no Estado, dados esses da Secretaria da Saúde. “Todo pequeno consumidor é um potencial traficante”, alerta o delegado Gerson Mello, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM).
Para o diretor do Departamento de Estratégia Operacional da Secretaria de Segurança Pública, coronel Marco Antônio Moura dos Santos, é preciso ampliar de forma qualitativa tudo que acontece nas proximidades e também dentro das escolas. De acordo com o coronel, é preciso criar novas estratégias de combate ao tráfico e a violência a partir de uma análise criteriosa do que acontece dentro e fora da escola. “Uma professora que é ameaçada ou um estudante que é assaltado na maioria das vezes não chega ao conhecimento da polícia, fica apenas no controle interno da escola. As polícias civil e militar têm que ser informadas imediatamente a cada uma destas ocorrências”, argumentou o coronel.
