Dia 15/09 comemoramos o dia do cliente aqui no Brasil, mas será que realmente o cliente está sendo tratado como deveria, no topo da pirâmide e não na base?
Apesar de ser vendedor, sou cliente e mesmo com todo o conhecimento que tenho, ainda têm empresários e vendedores que esquecem dos clientes. Às vezes sinto que sou obrigado a comprar em determinados locais tamanho é a falta de atenção e desconsideração. E o que dizer dos órgãos governamentais, que nos execram como animais sarnentos? Estes exigem, cobram, nos penalizam e em troca, como contribuintes (leia-se consumidores) quase nada recebemos?
Se quero saúde, um plano de saúde; se quero me aposentar dignamente, uma aposentadoria complementar, ao passo que os funcionários federais, ao se aposentarem, recebem 100% dos vencimentos, quando alguns, mais.
Uma certeza eu tenho: o culpado de tudo é eu mesmo porque continuo comprando mesmo com o péssimo atendimento, ao passo, se boicotasse e todos assim procedessem, tudo mudaria.
É fácil oferecer um pacote de produtos e ao fechar a compra, perceber que a realidade é outra, que não é como oferecido; alguns podem estar pensando que tem o CDC – Código de Defesa do Consumidor, mas digo que não funciona como devia.
Se para ter o que pago tenho de acionar, onde está o cliente?
Não estou generalizando porque tem pessoas competentes, capazes e eficazes, as quais me tratam como mereço; sou o alvo das atenções e não descansam até que eu diga: estou satisfeito. Mesmo assim, entram em contato procurando saber sobre o dia seguinte, se gostei do atendimento e se o produto satisfaz minhas expectativas e necessidades.
O cliente é como o gato (pelo menos deveria ser): ao ser maltratado, não volta e se voltar, fica receoso e cheio de manias, oriundas do péssimo atendimento que recebeu.
Obrigado por ter empresários que determinam o melhor para um atendimento; que não medem esforços para satisfazer seus clientes e não deixam esperar, como o que acontece agora, junto a Brasil Telecom, cuja ligação já passa dos 15 minutos, escutando mensagens e mais mensagens sobre suposta qualidade e serviço, enquanto minha paciência está no limite. Isto gera custo e quem vai pagar o pato? O cliente.
No meu bairro tem um mercado que tem o suficiente para minha manutenção; ontem na fila do açougue, mesmo com 6 açougueiros, ela não andava. A minha frente, um senhor ao ser atendido, pediu para esperar e ser atendido por uma determinada pessoa e percebi que este trata diferente as pessoas. Não que os demais sejam ruins. Bem pelo contrário, são bons, mas este em questão é diferente e isto agrada o cliente.
E por que não é sempre assim, quer no comércio, quer nas repartições públicas?
Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.
