Medida não removerá palavras que possam ser consideradas ofensivas. Ação também busca incluir a igualdade entre os gêneros em determinadas profissões.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O dicionário da Real Academia Espanhola – ERA irá passar por uma mudança importante. As definições contidas no livro com referências machistas serão retiradas na próxima edição, lançada em março deste ano.
Nessa nova edição, uma série de definições vão ser cortadas, como por exemplo: “feminino – débil, fraco”, “perequitar – dito de uma mulher que desfruta de liberdade excessiva” e “gozar – conhecer carnalmente uma mulher”.
De acordo com Darío Villanueva, secretário da RAE, isso não fará com que as palavras que possam resultar em ofensas sejam removidas: “Isso não podemos fazer. Seria o fim do dicionário e o começo de uma sequência sem fim”. O plano agora é rever 10 palavras que possam ter menções consideradas machistas. “O que acontece é que, com o passar do tempo, a sociedade evolui, e certos termos vão deixando de ser vigentes”, explica.
A professora da Faculdade de Filología da Universidad Complutense de Madrid, María Auxiliadora Barros, explica que o dicionário não pode ser considerado machista, já que ele é reflexo de uma sociedade. “O dicionário não é sexista, nem o espanhol. É a cultura. Nas atas onde ficavam registradas as reuniões, dá para ver que a Academia se baseava mais no uso que era dado para as palavras que ao que tratavam de inventar os acadêmicos”.
GÊNEROS – Outra possível mudança para a nova edição é a inclusão do gênero feminino ou masculino. Tal regra poderá valer em determinadas profissões, como “alfarero-ra” (ceramista), “enterrador-a” (coveiro), “costalero-ra” (tipo de carregador que leva nos ombros imagens religiosas em uma procissão) e “herrero-a” (serralheiro).
Informações de Opera Mundi
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