Entidade quer esclarecimentos dos órgãos públicos, como a Defesa Civil, sobre ações de prevenção, resposta e planejamento diante do risco de novas ocorrências
Preocupada com a possibilidade de novos eventos climáticos severos no Rio Grande do Sul, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI) encaminhou um ofício à Defesa Civil Municipal de Novo Hamburgo, à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil solicitando informações sobre as medidas adotadas para enfrentar futuras catástrofes.
O documento foi enviado nesta segunda-feira, 15, e destaca os impactos humanos, sociais, econômicos e ambientais provocados pelos desastres registrados no Estado nos últimos anos. Para a entidade, é importante que a sociedade conheça o nível de preparação dos órgãos responsáveis diante da previsão de novos períodos de chuvas intensas e outros fenômenos extremos.
Defesa Civil deve esclarecer dez pontos solicitados pela entidade
Assinado pelo presidente da ACI, Robinson Klein, e pelo diretor Fauston Saraiva, o pedido reúne dez questionamentos considerados essenciais para avaliar a capacidade de reposta do poder público.
Entre as informações solicitadas estão os planos de contingência atualmente em vigor para enchentes, deslizamentos e vendavais, o mapeamento de áreas de risco nos municípios e as ações preventivas em andamento nesses locais. A entidade também pede detalhes sobre a quantidade e localização de abrigos públicos disponíveis para situações de emergência.
O documento ainda busca esclarecimentos sobre os equipamentos e veículos destinados às operações de resgate, os sistemas de monitoramento meteorológico e hidrológico utilizados para emissão de alertas, além da existência de programas de capacitação e simulados voltados às equipes municipais e às comunidades vulneráveis.
Também fazem parte da solicitação informações sobre os recursos financeiros aplicados e previstos para prevenção de desastres em 2026, obras estruturais para reduzir riscos de inundações e deslizamentos, estratégias de integração entre União, Estado e municípios em casos de calamidade pública e o cronograma das ações preventivas para os próximos meses.
Segundo Fauston Saraiva, o objetivo é garantir transparência e acesso às informações, permitindo que a população acompanhe o grau de preparo dos órgãos públicos para enfrentar possíveis novos eventos climáticos no Estado.
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