
A atividade industrial brasileira teve, no quarto trimestre de 2008, o seu pior desempenho na comparação com o trimestre anterior, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta terça-feira, 3, em Brasília.
Confirmando os efeitos da crise global na economia nacional, as quedas nos Indicadores Industriais CNI se mostraram mais intensas e disseminadas entre os diversos setores.
As horas trabalhadas na produção recuaram 8,0% em dezembro, na comparação com o mês anterior, em termos dessazonalizados. Utilizando-se esse mesmo critério, a utilização da capacidade instalada (UCI) caiu de 81,4% para 80,2%. A queda de 1,2 ponto percentual foi a maior desde a criação da nova série dos Indicadores, iniciada em 2003.
O emprego registrou a segunda queda consecutiva (0,5% em termos dessazonalizados), confirmando a interrupção da trajetória de crescimento, que começou em 2005. A massa salarial caiu 0,2% na comparação com dezembro de 2007. Como a série é curta, não é possível retirar o efeito sazonal, explicaram os economistas da CNI.
Diferentemente dos demais indicadores, o índice de faturamento real, após o ajuste sazonal, registrou crescimento de 1,4% ante o mês anterior. O aumento aparenta ser um efeito de acomodação da queda de dois dígitos em novembro. No acumulado do trimestre, entre setembro e dezembro, o faturamento caiu 10,4%. Apesar da retração do quarto trimestre, o desempenho da indústria em 2008 permaneceu positivo.
Faturamento real, horas trabalhadas na produção e emprego registraram o maior crescimento anual dos últimos cinco anos. Os indicadores acumulados dos 12 meses de 2008 apresentaram taxa de crescimento na comparação com igual período do ano anterior de 5,7%, 4,8%, e 4,0%, respectivamente. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) média do ano também cresceu entre 2007 e 2008 – de 82,4% para 82,7% –, embora menos que no ano passado.
Fonte: CNI
