
A Corte Nacional Eleitoral aceitou realizar o recadastramento dos eleitores bolivianos para as eleições de dezembro no país. O presidente Evo Morales e cerca de duas mil pessoas, entretanto, não haviam comunicado a interrupção da greve de fome que fazem desde quinta-feira, quando a oposição se retirou do Congresso Nacional para evitar a aprovação da nova lei eleitoral.
No sábado, 11, Morales havia se comprometido a aceitar a exigência da oposição, de recadastramento dos eleitores, desde que o conjunto da lei fosse aprovada, garantindo as eleições gerais de dezembro. Com a sinalização de Morales, a assembléia nacional voltou a se reunir já no domingo, e ainda hoje se mantinha reunida.
A Comissão Eleitoral está concentrada na revisão da versão aprovada na terça-feira, quando foram modificados 23 artigos, restando pendentes outros 11, incluindo o recadastramento proposto pela oposição.
“Existem, mais de 2 mil grevistas em toda a Bolívia e há um mal estar na população pela falta de definição da nova lei eleitoral por parte do Congresso“, disse o presidente do Congresso Álvaro García Linera, ao anunciar a retomada das discussões.
O Tribunal Eleitoral comunicou aos parlamentares que aceitaria fazer o recadastramento nacional, mas pediu que não fossem realizadas eleições antes de dezembro, para que houvesse tempo para a tarefa. Para junho estavam previstos referendos de aprovação de estatutos de autonomia de cinco províncias (departamentos).
A oposição também não havia se pronunciado sobre se recuava da exigência de demissão do presidente do Tribunal Eleitoral, José Luis Exeni. Apoiadores do governo anunciaram que fariam manifestações massivas em El Alto e Cochabamba em favor da nova lei eleitoral.
La Razón
