A Casa de Bombas de Santo Afonso, em Novo Hamburgo, deverá passar por uma ampla modernização, com investimento estimado em R$ 23,8 milhões. A intervenção busca aumentar a segurança e a capacidade de resposta da estrutura, que integra o sistema de proteção contra enchentes do município e permaneceu mais de 40 dias sem funcionar após ser atingida pela cheia de maio de 2024.
O projeto contempla a instalação de sete novos equipamentos de bombeamento, além de reformas no prédio, reforços estruturais e adequações nos sistemas elétricos. Os recursos estão previstos pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
O prazo para apresentação de propostas à licitação terminou em 29 de outubro. O edital prevê 12 meses para a execução dos serviços, a partir da ordem de início.
Casa de Bombas de Santo Afonso terá sete novos equipamentos
Uma das principais mudanças será a instalação de cinco bombas verticais e duas submersíveis, todas com capacidade individual de retirar 2,5 mil litros de água por segundo.
As bombas verticais terão componentes elevados para reduzir a exposição à água em situações de cheia. Já os equipamentos submersíveis serão preparados para funcionar em condições adversas, com instalação de estruturas específicas de aço.
O projeto também determina a elevação dos motores, quadros elétricos e painéis de comando. Os painéis deverão ficar acima da marca alcançada pelo Rio dos Sinos durante a enchente de 2024.
Outra medida prevista é a possibilidade de utilizar geradores para manter o funcionamento das bombas durante interrupções no fornecimento de energia elétrica.
As melhorias incluem recuperação e reforço das estruturas de concreto, tratamento de fissuras, modernização dos comandos e instalação de grades, comportas removíveis e válvulas que impedem o retorno da água.
Enchente de 2024 deixou estação parada por mais de 40 dias
A necessidade de modernização ficou evidente durante a inundação de maio de 2024. Na ocasião, a elevação do Rio dos Sinos e os danos no sistema de contenção fizeram com que a água atingisse a Casa de Bombas, comprometendo motores, instalações elétricas e equipamentos de controle.
A estação permaneceu desligada por mais de 40 dias, período em que foram utilizadas bombas temporárias para auxiliar na retirada da água acumulada na região.
Mesmo com as medidas emergenciais, ruas e áreas residenciais da Vila Palmeira continuaram alagadas por semanas, dificultando o retorno de moradores às suas casas.
O funcionamento da estação foi retomado em 12 de junho de 2024, inicialmente com dois motores recuperados e apoio dos equipamentos provisórios.
Estação seguirá funcionando durante as obras
A reforma será realizada por etapas para permitir que a Casa de Bombas continue operando parcialmente durante os trabalhos. O objetivo é preservar o escoamento das águas provenientes do Arroio Gauchinho e reduzir os impactos das intervenções sobre o sistema de drenagem.
A empresa contratada será responsável pelas obras e pela modernização dos equipamentos. A operação da estação continuará sob responsabilidade dos servidores de carreira da Comur.
Com aproximadamente 50 anos de existência, a Casa de Bombas de Santo Afonso é uma das estruturas utilizadas na proteção da região contra alagamentos. A modernização pretende diminuir a vulnerabilidade do sistema diante de novos eventos climáticos extremos.
