Nova estimativa do BC está abaixo do que acredita o Ministério da Fazenda, 2% de expansão. Essa é a segunda revisão para baixo deste indicador.
Da Redação [email protected] (Siga no Twitter)
O Banco Central informou nesta quinta-feira, dia 27, por meio do relatório de inflação do terceiro trimestre, que a sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto – PIB deste ano recuou de 2,5% para 1,6%.
Essa é a segunda revisão para baixo deste indicador, que acontece em um ano marcado pelos efeitos da crise financeira internacional. No começo do ano, a estimativa de expansão estava em 3,5%. A nova estimativa do BC está abaixo do que acredita o Ministério da Fazenda (2% de expansão) e próxima da previsão do mercado financeiro (+1,57%).
Se confirmada, a nova previsão do BC para este ano, será o valor mais baixo desde 2009, quando a economia brasileira sentiu os efeitos da primeira etapa da crise financeira. No momento, houve uma queda de 0,3% no PIB. Em 2010, porém, o crescimento avançou 7,5% e, em 2011, cresceu 2,7%.
A estimativa do Banco Central para o crescimento do PIB em doze meses até junho do ano que vem é de 3,3% acima, portanto, dos 1,6% estimados para este ano.
Ao mesmo tempo em que baixou sua estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, o Banco Central também elevou sua previsão de inflação. Tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, a expectativa de inflação da autoridade monetária para 2012 subiu de 4,7% para 5,2% em ambos os cenários.
BC precisa equilibrar juros para atingir metas
Para 2013, a estimativa do Banco Central é de queda na inflação nos dois cenários considerados. No cenário de referência, a previsão para o IPCA de 2012 é de 4,9%. Já no cenário de mercado, que considera a hipótese de aumento de juros no decorrer do próximo ano, atingindo 8,25% ao ano no fechamento do ano que vem, a estimativa para a inflação é de 4,8%.
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de equilibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% neste ano, visto que, em 2011, a inflação ficou em 6,5% – no teto do sistema de metas. Os números divulgados nesta quinta-feira, dia 27, pela autoridade monetária confirmam que o BC baixou os juros no mês passado, para 7,5% ao ano (menor patamar da história) mesmo prevendo um crescimento da inflação e subsequente distanciamento da meta central de 4,5% para este ano.
Informações de G1
FOTO: ilustrativa / itcp