
Ambientalistas do Sea Shepherd Conservation Society acusam baleeiros japoneses de atacá-los com armas sônicas de alta tecnologia
Os membros da Sea Shepherd Conservation Society alegam que os membros da tripulação do navio baleeiro japonês Nisshin Maru utilizam armas conhecidas como “Long Range Acoustic Device” (LRAD). O ataque ultra-sônico pode causar náuseas, desorientação e danos auditivos e foram utilizadas recentemente em confrontos no mar ao largo da Antártida.
O LRAD é uma arma não letal utilizada para controlar multidão e motins, bem como pelos navios que viajam através águas infestadas de piratas. É constituído por um disco redondo, três pés de diâmetro, que dirige um feixe de som estridente, extremamente alto e que atinge uma faixa de várias centenas de metros e capazes de causar danos permanentes se ouvido de perto.
“Esta é uma arma militar que envia ondas de alta freqüência concebida para desorientar e eventualmente incapacitar pessoal,” disse o Sea Shepherd disse em uma declaração. “É basicamente um sistema de armas anti-pessoal.”
Os auto-denominados “piratas ambientais” alegam que dois de seus membros da tripulação foram levemente feridos durante o fim de semana, quando os marinheiros japoneses jogavam água em alta pressão e bolas em metal contra eles, já que os ambientalistas tentavam dificultar o lançamento de pequenos arpões cobntra baleias desde o Nisshin Maru.
“É uma cena muito dramática. Os navios andam em zig-zag entre os blocos de gelo”, disse Paul Watson, capitão do navio Sea Shepherd. O marinheiro ambientalista Steve Irwin, explicou que “os baleeiros estão implantando canhões de água, granadas de concussão, armas acústicas e atiram bolas sólidos de latão e chumbo nos tripulantes do Sea Shepherd.”
“Se tivéssemos de fazer qualquer uma das coisas que esses bandidos estão fazendo, seriamos denunciados como eco-terroristas. Há certamente uma dupla moral: enquanto os baleeiros assassinas podem usar de violência, sem medo de condenação de seu governo, nós não podemos nos defender”, disse Irwin.
No Japão, a Agência das Pescas do governo admitiu que os canhões de água e “sinais de aviso sonoros” tinham sido usados contra os ambientalistas. Um porta-voz do Instituto de Investigação de Cetáceos, uma organização governamental que financiou campanhas em favor da caça às baleias, não nega que a LRAD tinha sido posto em prática. “Todos os meios legais disponíveis serão utilizados para garantir que esses piratas não interfiram no trabalho dos navios japoneses ou ameaçem a vida dos tripulantes ou a segurança dos navios”, disse Glenn Inwood.
A caça de baleias foi proibida em 1986 pela Comissão Baleeira Internacional após prova de que o maior mamífero do mundo estava sendo conduzido à extinção. O Japão continua a caçar baleias sob o pretexto da investigação científica, embora a maioria dos 935 mink e 50 baleias fin que esperam caçar neste ano vá ser vendido como carne.
Capitão Watson foi um dos fundadores da Greenpeace, mas rompeu com a instituição para formar o seu próprio grupo, o Sea Shepherds “O que é importante, porém, é que apesar da violência a partir dos baleeiros, baleias não estão sendo mortas”, disse o Capitão Watson. “Eles não podem ficar longe de nós e se nós nos manter-mos na sua cauda não podem matar baleias.”
Times
