Situação é frequente na rua José de Alencar, bairro Rio Branco, de acordo com secretária escolar que costuma estacionar no local e questiona fiscalização da Guarda Municipal.
Mônica Neis Fetzner monica@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A Lei dos Flanelinhas está em vigor em Novo Hamburgo desde 26 de dezembro de 2011. As ocorrências deste tipo de atividade, no entanto, continuam. O Portal novohamburgo.org recebeu um relato de uma moradora da cidade que vem enfrentando a situação rotineiramente.
Sandra Oliveira, 36 anos, frequenta a Igreja Adventista do Sétimo Dia e conta que ela e as demais pessoas que também vão aos cultos na rua José de Alencar, bairro Rio Branco, têm sido constantemente abordadas por flanelinhas em quartas-feiras, sábados e domingos. “Já ouvi alguns relatos de conhecidos que trabalham por ali e dizem que riscam carro e, inclusive, furam os quatro pneus dos carros”, narra a secretária escolar.
A chamada Operação Flanelinha, baseada na lei municipal nº 2.381/2011, contabilizou 36 abordagens em janeiro e desde então nenhum total mensal se aproxima da soma daquele mês. Em agosto, por exemplo, foram quatro. Das 90 realizadas desde dezembro, nenhuma foi registrada na rua José de Alencar.
Falta de fiscalização
“Como as pessoas sempre retornam por causa da igreja, é praticamente impossível fugir de situações assim”, avalia Sandra, questionando a ação da Guarda Municipal, para quem as denúncias devem ser feitas, pelo telefone 153.
“Nunca vejo fiscalização deles por ali. Tu queres saber quando eles aparecem? No sábado agora, dia 22, apareceu com quatro guinchos para levar carros que estavam na faixa amarela. Alguns estacionaram o carro em frente a uma escola de educação infantil que estava fechada. Para isto eles chegam e rápido!”
INSUPORTÁVEL – A hamburguense define a situação como “insuportável”. “Chegamos para os cultos, procuramos estacionamento por todos os lados e muitas vezes nos incomodamos na hora de ir embora. Acaba que muitos pagam pra não serem prejudicados, pois sabem que vamos acabar voltando pra ir a igreja. E tudo isto na via pública! Não tem cabimento.”
FOTO: arquivo / PMNH

