Diretor da empresa que desenvolveu o Vocalizer perdeu completamente a visão há oito anos e foi “piloto de testes” do produto.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Um produto destinado a pessoas com pouca visão e deficientes visuais, que possibilita a identificação de cores e cédulas de dinheiro, além da leitura de textos impressos e digitais, foi apresentado na XI Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, em São Paulo.
A empresa que desenvolveu o aparelho, o Vocalizer, é de Taquara. O diretor da Pináculo, Carlos Wolke (foto), afirma que o mercado de acessibilidade e inclusão está no foco de novos negócios da empresa. “Por isso o lançamento de uma tecnologia assistiva na feira”, justifica. O evento terminou no último domingo, 15.
Wolke, “piloto de testes” do produto, explica que o equipamento foi criado para suprir uma carência do mercado. Há oito anos, ele perdeu completamente a visão, resultado de uma degeneração ocular irreversível. Assim, uma tecnologia nos moldes deste inovador produto passou a ser um sonho.
A partir do Vocalizer, os deficientes visuais têm maior autonomia, acesso à informação, cultura, lazer e entretenimento. O ponto alto do produto é a integração de várias tecnologias em um aparelho portátil, projetado para minimizar os impactos da falta da visão.
O equipamento realiza a reprodução em áudio de textos impressos, digitais e códigos de barras; grava recados em áudio; cria e edita arquivos de textos e reconhece cores, cédulas de dinheiro e lâmpadas ligadas. Seu potencial de venda no Brasil é superior a 16 milhões de unidades.
FOTO: divulgação
