Período de avaliação começa no dia 21 de maio e deve analisar desempenho do veículo movido a biometano nas ruas da cidade
A partir de quinta-feira (21), a cidade contará com um ônibus movido a biometano para um período de testes de dez dias nas linhas do sistema de transporte coletivo urbano. A iniciativa coloca o Município como pioneiro no Vale do Sinos na avaliação desse tipo de tecnologia aplicada ao transporte de passageiros.
O veículo chegará ao município na quarta-feira, 20, às 14h, na garagem da Viação Santa Clara (Visac), em uma apresentação aberta à imprensa. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a empresa responsável pelo transporte coletivo da cidade e as empresas Agrale e Ultragaz.
O objetivo do teste é verificar como o ônibus se comporta em condições reais de circulação, avaliando pontos como consumo de combustível, desempenho nas subidas, autonomia, aceleração, custos operacionais e conforto dos passageiros.
Tecnologia como biometano pode reduzir emissão de poluentes
O biometano é um combustível renovável produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos e aparece como uma alternativa mais sustentável ao diesel tradicional. Segundo informações da iniciativa, o combustível pode diminuir em até 99% a emissão de gases poluentes, além de reduzir os ruídos no trânsito urbano.
Durante o período de testes, o ônibus circulará por diferentes trajetos da cidade para que seja possível analisar o desempenho do veículo em vários tipos de relevo e o fluxo de trânsito.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Anderson Bertotti, a ação representa um passo importante para o futuro da mobilidade urbana em Novo Hamburgo.
Esse é o primeiro passo para que possamos contar, no futuro, com uma frota que não necessite de combustíveis fósseis para funcionar. É Novo Hamburgo cuidando da nossa gente e da natureza.
A Prefeitura afirma que os dados coletados servirão para avaliar a viabilidade técnica e econômica da utilização da tecnologia no transporte coletivo municipal. Caso os resultados sejam positivos, o estudo poderá abrir caminho para futuras discussões sobre a modernização da frota como alternativas menos poluentes.
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