Norueguês afirma que isso era necessário para começar uma guerra e classifica o Brasil como “disfuncional” em documento.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O advogado de Anders Behring Breivik disse que seu cliente pede desculpas pelos ataques que mataram pelo menos 76 pessoas na Noruega. Para Breivik, as ações eram necessárias para iniciar uma guerra no mundo ocidental.
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“Ele disse que isso era necessário para começar uma guerra aqui [Noruega], na Europa e no mundo ocidental. Portanto, ele pede desculpas por algo necessário”, disse Geir Lippestad. A guerra já foi mencionada em um livro de 1,5 mil páginas atribuído ao extremista cristão de direita de 32 anos de idade, intitulado 2083, ano em que terminaria o suposto conflito ideológico entre o ocidente e o islamismo.
O advogado disse que Breivik é provavelmente insano, embora diga que ainda é cedo para afirmar se ele alegará insanidade. “O caso todo indica que ele é insano”, destacou. O acusado será submetido a uma avaliação psicológica para atestar as condições psiquiátricas. Geir Lippestad disse que Breivik afirmou integrar uma rede anti-islâmica que detém duas células na Noruega e várias no exterior, afirmação que a polícia disse duvidar, mas que está investigando.
Lippestad disse que seu cliente usou “alguns tipos de drogas” antes dos crimes da sexta-feira, 22, para mantê-lo “forte e eficiente”. Breivik se surpreendeu de não ter sido morto durante os ataques ou a caminho do tribunal onde teve uma audiência na segunda-feira, dia 25.
Breivik aceitou responsabilidade pelos ataques, mas negou as acusações de terrorismo. A Justiça norueguesa disse cogitar acusá-lo de crimes contra a humanidade, que pode levá-lo a uma sentença de 30 anos de prisão. Breivik deve permanecer detido por oito semanas, as quatro primeiras em isolamento.
Para o suspeito, Brasil é “disfuncional”
Anders Behring Breivik citou o Brasil em seu documento intitulado A European Delaration of Independence – 2083 (Uma declaração de Independência Européia – 2083).
Breivik classificou o Brasil como um país “disfuncional”. Segundo ele, por causa da “revolução marxista brasileira”, o Brasil teria se tornado uma mistura de raças o que se mostrou uma “catástrofe” para o país que é “de segundo mundo” com um baixo nível de coesão social. Os resultados seriam os altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas.
Ele também discorre sobre o acidente com o Césio-137 em Goiânia, sobre o golpe militar de 1964, que contou com a intervenção americana e sobre a proclamação da República em 1889.
Informações de Agência Brasil e Folha.com
FOTO: reprodução / Jon-Are Berg-Jacobsen-Reuters
