Projeto piloto fortalece a gestão de leitos, amplia em 70% o número de altas e agiliza o fluxo de internações no hospital
O Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) vem colhendo os primeiros resultados do projeto piloto do Plano de Alta, criado para melhorar a gestão de leitos e tornar mais eficiente o processo de internação e alta dos pacientes. A iniciativa está em funcionamento há pouco mais de 60 dias na ala Beija-Flor e foi desenvolvida pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR).
O objetivo do projeto é identificar, com antecedência, situações que possam atrasar a alta hospitalar. Dessa forma, a equipe consegue atuar antes que esses fatores prejudiquem a liberação do paciente, garantindo um processo mais organizado e seguro.
Projeto fortalece a gestão de leitos no Hospital Municipal
O trabalho começa com a análise diária dos prontuários dos pacientes internados. Durante essa avaliação, a equipe verifica possíveis pendências, como exames laboratoriais ou de imagem que ainda precisam ser realizados, necessidade de contato com familiares ou outras demandas relacionadas ao atendimento.
Depois da identificação dessas situações, as informações são discutidas diretamente com os médicos responsáveis para que as providências sejam tomadas o quanto antes.
Segundo o coordenador do Núcleo Interno de Regulação e responsável pelo projeto, o médico Lúcio Dornelles, antecipar essas necessidades permite reduzir o tempo de espera para a alta quando ela já é indicada.
Pode ser a pendência de um exame laboratorial ou de imagem, a necessidade de articulação com a família, entre outros diversos fatores. Identificando isso antes, conseguimos acelerar a resolução.
Gestão de leitos garante altas mais seguras e atendimento mais ágil
Os primeiros resultados da iniciativa já chamam a atenção. Em junho, primeiro mês completo de acompanhamento do projeto, a ala Beija-Flor registrou um aumento de 70% no número de altas em relação ao período anterior.
De acordo com Dornelles, a proposta não é antecipar a saída dos pacientes sem os cuidados necessários, mas garantir que a alta aconteça no momento adequado, reduzindo as chances de reinternação e contribuindo para um atendimento mais eficiente.
A ideia é promover uma alta mais precoce quando ela é possível e segura. Não adianta liberar o paciente sem que todas as condições estejam garantidas e ele precise retornar ao hospital em 24 ou 48 horas. Também buscamos identificar falhas nos processos internos para corrigi-las e tornar o atendimento cada vez mais eficiente.
Com a liberação mais rápida dos leitos clínicos, pacientes atendidos na Emergência e que precisam de internação conseguem ser encaminhados com mais agilidade para as unidades do hospital, melhorando o fluxo de atendimento e a disponibilidade de vagas.
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