Março foi o segundo mês com saldo positivo na geração de emprego
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, o saldo de emprego para o mês de março foi de 34.818 novas vagas. Os índices de contratações e demissões de trabalhadores com carteira assinada foram divulgados nesta quarta-feira, 15.
Em março, foram criados 1,419 milhões de novos empregos e demitidos 1,384 milhões de trabalhadores. A expectativa do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é de que em abril essa curva ascendente continue.
“Ainda não é um número tão expressivo como nós queríamos, mas é a continuidade da curva ascendente da empregabilidade”, disse. “Em abril teremos uma curva ascendente muito maior do que em março, que já são sinais concretos de recuperação de setores que estavam estagnados há algum tempo”, acrescentou.
No mês passado, quando foi divulgado o resultado do mês de fevereiro, Lupi chegou a dizer que março teria um saldo de 100 mil novos empregos, mas a previsão não se confirmou.
Os setores que mais contrataram em março foram os de serviços, com 49.280 novos postos de trabalho (0,39% a mais do que no mês anterior); construção civil, com 16.123 novos empregos (0,83% em relação ao período anterior); e agricultura, com 7.238 novos postos de trabalho, 0,47% a mais que em fevereiro.
A indústria de transformação e o comércio continuam registrando índices negativos: 35.775 e 9.697 demissões respectivamente. Apesar dos índices negativos, principalmente da indústria de transformação, Lupi disse acreditar que abril será o mês da virada no setor da indústria. Em fevereiro, o saldo negativo nesse setor foi de 56.459 desempregados.
“Já ouso a dizer que temos um resultado positivo no mês de abril. A indústria do aço está aquecida, começa a ter encomendas de minério por parte da China, o sistema siderúrgico ainda tem estoques, mas esse estoque começa a ter suas vendas alcançadas”, explicou.
Outro fator que justifica esse otimismo são os índices de contratações nas principais regiões industriais brasileiras. De acordo com Lupi, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro voltaram a contratar novos trabalhadores.
“São paulo, pela primeira vez, deu um salto positivo. Depois de quatro meses negativos, deu um salto de mais de 34 mil novos postos de trabalho. O estado é o berço da indústria e tem uma posição estratégica na nossa economia. Minas Gerais também fechou com um resultado positivo, de 9 mil, e Rio de Janeiro, com saldo positivo de cerca de 6 mil ou 7 mil.”
Fonte: Agência Brasil
