O Rio Grande do Sul respondeu por 27,2% da receita com exportações no primeiro trimestre de 2009
As exportações brasileiras de couro seguem trajetória de forte declínio. De janeiro a março deste ano, comparando com o primeiro trimestre de 2008, a redução foi de 18% em termos físicos e de 57% em faturamento.
A queda mais acentuada foi para os Estados Unidos, que registrou queda de 73% em termos monetários e de 60% em volume. Boa parcela do couro que se destina ao mercado norte-americano tem como destino a indústria automobilística, fortemente afetada pela crise.
Como a queda é mais forte em São Paulo do que no Rio Grande do Sul, os gaúchos recuperaram a condição de maior exportador brasileiro de couro. O Rio Grande do Sul respondeu por 27,2% da receita com exportações no primeiro trimestre deste ano, enquanto as empresas de São Paulo ficaram com 24,2%.
O diretor-executivo da Associação das Indústrias do Rio Grande do Sul, AICSul, Paulo Griebeler, explica que, neste cenário de crise, as dificuldades são menores para quem agrega maior valor ao couro, ponto forte da indústria do couro gaúcha.
