
O texto abaixo foi redigido pelo jornalista Mário Selbach a pedido do ex-prefeito de Novo Hamburgo, Jair Foscarini, e está circulando pela internet alegando que a dívida apresentada pelo atual prefeito é infundada
Caros Amigos
Segue resposta redigida pelo Mário Selbach sobre a questão da dívida.
Vamos comentar com o maior número possível de pessoas.
Um abraço.
Jair
Jair contesta Tarcísio e diz que dívida apresentada pelo prefeito é infundada
O ex-prefeito de Novo Hamburgo, Jair Foscarini (PMDB), considerou absurdo os valores da dívida apresentados pelo prefeito Tarcísio Zimmermann (PT), na última semana, na Câmara de Vereadores. “A dívida é infundada. Ele nos acusa de aumentarmos o endividamento da prefeitura de R$ 94,7 milhões para R$ 210,9 milhões. Isso não é verdade”, contestou Jair.
Foscarini disse que 96% da dívida do Ipasem, de R$ 162, 4 milhões foi realizada nos governos anteriores. “As administrações que me antecederam não pagaram R$ 155,9 milhões. Dos outros itens que compõem a dívida apresentada pelo prefeito, como bancos, precatórios, INSS, AESsul, Pasep, Banrisul e Centro Tecnológico do Calçado, somente esse último refere-se à nossa administração. E esse valor é de R$ 545 mil, já que nos bancos apesar do empréstimo, nosso débito diminuiu mais de R$ 4,2 milhões”.
IPASEM
Jair afirma que sua administração é responsável por 3,35% da dívida apontada por Tarcísio. Para ele, a prova evidente está no Ipasem. “No final de 2004, o Ipasem possuía em caixa R$ 31,5 milhões, resultado de 12 anos de contribuição dos prefeitos anteriores. Quando saí da prefeitura, o instituto estava com R$ 100,8 milhões. Ou seja: contribuímos em quatro anos 2,2 vezes mais do que em 12 anos. E ainda dizem que não pagamos o Ipasem!”, indigna-se.
Sem repassar os valores do Ipasem, a administração que antecedeu Jair na prefeitura decidiu repassar imóveis e ações do município para pagar a dívida com o instituto. Contudo, em 2007, por exigência do Ministério da Previdência, os imóveis e as ações precisaram ser retomados e a dívida renegociada. “Tudo que fizemos foi repactuar uma dívida que não criamos, mas herdamos do prefeito anterior”, explica Foscarini. Jair disse que houve preocupação em resolver as pendências com o Instituto porque o município precisava do Certificado de Regularização Previdenciária para firmar convênios e receber recursos federais. “Sem esse certificado, não havia como buscarmos verbas ou participarmos de programas, pois a verdade é que nossa situação não era legal perante o governo Federal, já que não tínhamos essa certidão. Agora, o que não é correto é querer jogar para cima de mim todas as contas que outros deveriam ter pago e não o fizeram. Isso não é correto”, define Jair.
