
O lançamento de um míssil balístico pela Coréia do Norte no domingo, 5, despertou reações, especialmente porque nesta segunda-feira acontece reunião da ONU em Praga, capital da República Tcheca, sobre a questão das armas.
Para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, este foi um “ato de provocação”, disse o The New York Times. Segundo o jornal, o foguete não tem orientação de satélite. O presidente norte-coreano, Kim Jong-il, teria elogiado a iniciativa, insistindo que um sistema de comunicação foi colocado em órbita, difundindo textos e músicas nacionalistas.
O foguete foi identificado como um Taepodong-2, que voou pelo menos 2.000 quilômetros. O empobrecido país pode estar longe de construir um verdadeiro míssil balístico intercontinental e armá-lo com uma ogiva nuclear, mas para os governos que fazem oposição política a Coréia do Norte, o lançamento foi um sinal da obstinação de avançar nessa direção.
“A Coréia do Norte, com este ato temerário, ameaça a segurança global e regional sem qualquer justificativa”, disse o presidente Lee Myung-bak, da Coréia do Sul, em um discurso nesta segunda-feira, 6, à rádio.
Obama também apelou para novas sanções das Nações Unidas e pediu uma nova abordagem para a política de desarmamento nuclear, reforçando para que os Estados Unidos e seus aliados travem a proliferação de armas deste tipo.
“Esta é uma história estranha – disse Obama -: a ameaça de guerra nuclear global tem diminuído, mas o risco de um ataque nuclear subiu”. E advertiu: “Mercado negro nuclear, segredos e comércio de materiais nucleares abundam. A tecnologia para construir uma bomba se espalhou”.
China e Rússia disseram que acreditavam no direito da Coréia ou de qualquer outro país de lançar satélites, mas que deveria haver moderação para não aumentar as tensões. A Rússia teria vendido para a Coréia do Norte pelo menos parte da tecnologia para a construção do foguete.
The New York Times/Deutsche Welle
