
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira, 27, que planeja continuar a reforçar as forças americanas no Afeganistão, no aumento da ajuda ao Paquistão e, pela primeira vez, em fixar parâmetros para o progresso na luta contra a Al Qaeda e os Talibans.
Em um tom contundentemente e ameaçador, o presidente norte-americano – tal como o Presidente George W. Bush fez repetidamente ao longo dos anos – disse, sem apresentar provas, que a al-Qaeda “está planejando ativamente novos ataques aos Estados Unidos a partir do seu refúgio no Paquistão”.
“A situação está cada vez mais perigosa”, disseram funcionários governamentais, oficiais militares e diplomatas em comentários na Casa Branca, afirmou o The New York Tymes.
Obama reafirmou que “Nós temos uma meta clara e focada para desmantelar e derrotar al-Qaeda no Paquistão e no Afeganistão para impedir ataques ao país no futuro.”
Mas o presidente prometeu que não vai emitir um “cheque em branco”, ou seguir cegamente o plano se a sua nova estratégia não atingir os seus objetivos.
A nova estratégia, disseram os funcionários, vai enviar mais 4.000 soldados para treinar as forças de segurança afegãs no combate e mais 17.000 soldados adicionais que Obama já havia decidido enviar ao Afeganistão logo após tomar posse.
Por agora, Obama decidiu não enviar forças adicionais de combate, disseram, mas comandantes militares. Mesmo assim, a estratégia que aprovou nesta sexta-feira dá plena autorização para a guerra.
Ele apelou aos Congressistas a aprovarem a legislação que autoriza 1,5 bilhão de dólares em ajuda ao Paquistão a cada ano durante os próximos cinco anos para “fortalecer suas instituições democráticas e para a melhoria das infra-estruturas básicas como estradas e escolas”.
Os democratas no Congresso manifestaram seu apoio ao presidente no projeto.
A porta-voz da Califórnia, Nancy Pelosi, disse que o plano do presidente “é sabiamente centrado no desmantelamento da al-Qaeda e de negar refúgio no Afeganistão e no Paquistão para aqueles que planejam atacar os Estados Unidos.”
Obama telefonou para o Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, e para o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, na quinta-feira para compartilhar os principais elementos da revisão estratégica.
Os 21.000 soldados americanos adicionais que Obama autorizou correspondem quase exatamente ao número adicional de tropas que o presidente George W. Bush enviou para o Iraque há dois anos, elevando o total de forças americanas no Afeganistão para cerca de 60.000.
Obama escolheu enviar sua tropas de forma escalonada ao longo do próximo ano. Abordar a questão desta forma pode ser mais fácil de explicar aos membros do próprio partido de Obama, que temem que o país fique enredado no Afeganistão como Bush fez no Iraque.
The New York Times
