Justiça determinou na tarde desta quinta-feira pena de 18 anos de reclusão e mais 12 de detenção à empresário responsável por mortandade no Rio do Sinos.
Um dos maiores crimes ambientais da história do Rio Grande do Sul chega perto do desfecho. A Justiça proferiu na tarde desta quinta-feira, dia 12, a sentença que condena o empresário Luiz Ruppenthal pela mortandade de peixes ocorrida no Rio do Sinos em 2006. A pena definida pelo juiz de Direito da Comarca de Estância Velha, Nilton Filomena, prevê 18 anos de reclusão em regime fechado e outros 12 de detenção no semi-aberto.
Ruppenthal era diretor da Utresa – Central de Resíduos Industriais em outubro de 2006, quando 90 toneladas de peixes apareceram mortos no Rio do Sinos, no trecho entre as cidades de Portão e Sapucaia do Sul. O inquérito policial apontou responsabilidade do empresário, que teria permitido o lançamento de produtos tóxicos e substâncias químicas no Arroio Portão, em Estância Velha, que deságua no Sinos. A mortandade seria associada ao crime ambiental na época da piracema, período em que os peixes se reproduzem.
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A sentença assinada pelo juiz Nilton Filomena com a confirmação do promotor de Justiça Paulo Eduardo de Almeida Vieira imputa ao réu 20 fatos. O principal seria a responsabilidade pela mortandade. Os demais tratam da poluição causada na época em que era diretor da Utresa. Contudo, a decisão judicial não muda a situação de Ruppenthal. Pelo menos não momentaneamente. Habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ assegura-lhe liberdade até que os recursos sejam esgotados.
A redação do Portal novohamburgo.org tentou contato com o juiz Nilton Filomena e com o promotor Paulo Eduardo de Almeida Vieira na manhã desta sexta-feira. Ambos, no entanto, não devem se manifestar antes que réu e defensor sejam notificados. Luiz Ruppenthal e seus advogados não foram localizados. A sentença tem 101 páginas impressas.
