
Obama pressinou o Congresso a aprovar rapidamente o plano de retomada econômica.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou nesta segunda-feira, 9, para o risco de uma “catástrofe ainda maior” em caso de “paralisia” em Washington.. “Realizamos um bom debate, agora é tempo de agir, por isso estou pedindo ao Congresso que aprove o projeto de imediato”, disse Obama durante comício no estado de Indiana (centro).
“As pessoas daqui, de Elkhart, e de todos os Estados Unidos necessitam de ajuda agora mesmo, e não podem esperar as de Washington para fazer as coisas”. Retomando seus hábitos de campanha, Obama viajou nesta segunda-feira a Elkhart, Indiana (norte), para defender ante os americanos seu projeto de estímulo da economia.
De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, as viagens de Obama “não têm como objetivo abrandar esse ou aquele membro do Congresso. É uma forma que o presidente tem de falar para os americanos sobre o que está em jogo”.
“Viajar pelo país oferece a Obama a oportunidade de se manter junto aos eleitores. E a imagem do presidente descendo do Air Force One diante de multidão impaciente e conquistada é maneira única e muito presidencial de fazê-lo”, escreveu nesta segunda-feira o New York Times.
Três semanas depois de assumir o poder, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retoma nesta semana o ritmo e o estilo de campanha eleitoral, em duas viagens. Obama, que viaja no Air Force One, visita Indiana (norte) nesta segunda-feira, e Flórida (sudeste), na terça, para expor seu plano de cerca de US$ 800 bilhões.
Depois de tomar esses dois estados dos republicanos nas eleições de novembro, Obama faz comícios em duas cidades especialmente atingidas pela crise econômica: Elkhart, em Indiana, onde o desemprego pulou de 4,7% para 15,3%, em um ano; e Fort Myers, na Flórida, onde esse índice passou de 6% para 10%.
À noite, Obama dará sua primeira entrevista coletiva à imprensa em um horário nobre, às 20h de Washington (23h de Brasília), nos salões da Casa Branca. Na sexta, os senadores chegaram a um acordo sobre um plano reduzido para injetar US$ 780 bilhões na economia americana, menos do que previa o projeto inicial, US$ 920 bilhões.
Agence France-Presse
